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:: Quarta-feira, Julho 19, 2006 ::

Gonçalo Barão reforça Sporting
Representar o campeão é muito aliciante


Iniciou-se na Académica e foi para o Instituto D. João V/Sporting de Pombal, onde protagonizou cinco épocas ao mais alto nível. Para 2006/2007, Gonçalo Barão é um dos reforços do campeão nacional Sporting. A cidade do Mondego vai assim estar representada no clube de Alvalade

Ricardo Ferreira Santos

Diário Coimbra (DC) - A ida para o Sporting representa um grande "salto" na carreira desportiva. Sente-se preparado?
Gonçalo Barão (GB) - Sinto. Se os responsáveis do Sporting viram em mim potencialidades para representar o clube, eu também acredito que tenho valor para o fazer. É uma questão de trabalho.

DC - O profissionalismo vai mudar muito a rotina?
GB - Vou deixar a minha família e a minha namorada em Coimbra o que é uma situação complicada, mas que terá de se gerir da melhor forma.

DC - No ano passado, a transferência para o Freixieiro não foi consumada por estar a estudar. Como resolveu agora a situação?
GB - Eu vou continuar matriculado na ESEC. Quero investir este ano no que me for permitido fazer estando longe, caso das disciplinas teóricas. Nas cadeiras práticas terei de estar presente, por isso vamos ver quando as poderei fazer. No ano passado, a situação era diferente. Agora estou a acabar o terceiro ano e esta oportunidade é muito mais aliciante a todos os níveis. Também se trata do campeão nacional.

DC - Que "saldo" pode fazer de cinco épocas no Instituto D. João V/Sp. Pombal?
GB - Foi uma experiência muito boa. Pude conciliar aquilo que eu tinha como um "hobby" muito sério com os estudos. Quando fui para o Instituto também foi um "salto". Fui para outra realidade, pois o clube já competia na 1.ª Divisão há vários anos com outros objectivos que a Académica não tinha. Faço um balanço global bastante positivo. Fiz o meu trabalho de uma forma tranquila, atingi as metas pessoais que tracei e a equipa atingiu os objectivos a que se propôs, salvo a ausência de dois anos na Final Four da Taça de Portugal.

DC - Quando se iniciou como sénior na Académica e foi para o Louriçal, teve como treinador Adil Amarante. Mesmo tendo em conta que já o defrontou, agora no Sporting o sentimento será diferente?
GB - Defrontar o Adil vai ter o mesmo sentimento. O ambiente que vai rodear o jogo é que é diferente e o sentimento no jogo em si tem de ser diferente, pois um "derby" entre Sporting e Benfica, em qualquer modalidade, assim o exige. Mas entre mim e o Adil vai ser igual. Cada um vai lutar para vencer, independentemente dos emblemas.

DC - O Sporting está a reformular a equipa. O que sente pelo facto de pertencer ao "sangue novo" do "leão"?
GB - Sentir-me-ia sempre bem por ir representar o Sporting em qualquer situação. No que diz respeito à reformulação da equipa é difícil fazer um comentário. Acredito no trabalho que a direcção está a fazer, até pelas palavras do treinador Paulo Fernandes que garantiu que o Sporting vai ter um grupo igualmente forte para lutar por todas as competições.

DC - Ir para o campeão nacional significa participar na UEFA Futsal Cup. Que antevisão faz à I Fase?
GB - Não conheço, para além dos nomes, nada das equipas adversárias. Se o treinador assumiu o favoritismo, tendo em conta que não vamos lá passear, é porque acredita na nossa capacidade de trabalho.

DC - Até onde sonha ir na competição?
GB - Um sonho numa UEFA Cup é chegar à final e ganhá-la. Se não acreditasse nesta possibilidade nem valia a pena treinar e jogar. Vai ser muito difícil. Primeiro, será necessário garantir a passagem à fase de elite. Aí, as coisas complicam-se ainda mais, mas há que acreditar no nosso trabalho para tentar ganhar.

DC - Antes da época arrancar, vai participar pela segunda vez consecutiva no Mundial Universitário...
GB - A convocatória final ainda não saiu, mas como já estive no último e se as coisas me correrem bem no estágio acredito que poderei estar neste Mundial. Ainda não foi feito o sorteio, portanto estou na expectativa. A Selecção deste ano é mais jovem, mas isso é algo que não lhe retira valor. Acredito que podemos fazer tão bem ou melhor do que o quinto lugar de Palma de Maiorca.

DC - Nuno Dias sucede a Tó Coelho à frente do Instituto. Foi a melhor opção?
GB - Foi o sucessor que a direcção escolheu, por isso deve ser o melhor.

DC - A Académica tem condições para chegar à 1.ª Divisão?
GB - Pelos jogadores que tem, julgo que sim. Eu gostava que a Académica chegasse à 1.ª Divisão, mas se tem condições ou não, eu não sei porque não estou por dentro da situação.

DC - Qual o sentimento de participar no "All-Star Game", cujos fundos reverteram para a Acreditar?
GB - Foi uma festa. A importância maior era o cariz solidário e foi com muito gosto que fiz parte deste jogo. Só pelo facto de poder, de alguma forma, ajudar crianças que "lutam" contra o cancro, já valeu a pena estar presente.

DC - Disputou a "Final Four" da Taça de Portugal 2006 em Coimbra. Esperava ter atingido a final?
GB - Esperava, porque jogo sempre para ganhar. Pouco tempo antes tínhamos empatado com o Benfica, o que nos abria boas perspectivas para esse jogo. Estivemos bastante abaixo do que poderíamos produzir e isso reflectiu-se no resultado. Foi uma pena, pois a oportunidade de jogar em "casa" era única.

:: RICARDO SANTOS 10:56 AM [+] ::
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