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:: Quarta-feira, Julho 19, 2006 ::

Gonçalo Barão reforça Sporting
Representar o campeão é muito aliciante


Iniciou-se na Académica e foi para o Instituto D. João V/Sporting de Pombal, onde protagonizou cinco épocas ao mais alto nível. Para 2006/2007, Gonçalo Barão é um dos reforços do campeão nacional Sporting. A cidade do Mondego vai assim estar representada no clube de Alvalade

Ricardo Ferreira Santos

Diário Coimbra (DC) - A ida para o Sporting representa um grande "salto" na carreira desportiva. Sente-se preparado?
Gonçalo Barão (GB) - Sinto. Se os responsáveis do Sporting viram em mim potencialidades para representar o clube, eu também acredito que tenho valor para o fazer. É uma questão de trabalho.

DC - O profissionalismo vai mudar muito a rotina?
GB - Vou deixar a minha família e a minha namorada em Coimbra o que é uma situação complicada, mas que terá de se gerir da melhor forma.

DC - No ano passado, a transferência para o Freixieiro não foi consumada por estar a estudar. Como resolveu agora a situação?
GB - Eu vou continuar matriculado na ESEC. Quero investir este ano no que me for permitido fazer estando longe, caso das disciplinas teóricas. Nas cadeiras práticas terei de estar presente, por isso vamos ver quando as poderei fazer. No ano passado, a situação era diferente. Agora estou a acabar o terceiro ano e esta oportunidade é muito mais aliciante a todos os níveis. Também se trata do campeão nacional.

DC - Que "saldo" pode fazer de cinco épocas no Instituto D. João V/Sp. Pombal?
GB - Foi uma experiência muito boa. Pude conciliar aquilo que eu tinha como um "hobby" muito sério com os estudos. Quando fui para o Instituto também foi um "salto". Fui para outra realidade, pois o clube já competia na 1.ª Divisão há vários anos com outros objectivos que a Académica não tinha. Faço um balanço global bastante positivo. Fiz o meu trabalho de uma forma tranquila, atingi as metas pessoais que tracei e a equipa atingiu os objectivos a que se propôs, salvo a ausência de dois anos na Final Four da Taça de Portugal.

DC - Quando se iniciou como sénior na Académica e foi para o Louriçal, teve como treinador Adil Amarante. Mesmo tendo em conta que já o defrontou, agora no Sporting o sentimento será diferente?
GB - Defrontar o Adil vai ter o mesmo sentimento. O ambiente que vai rodear o jogo é que é diferente e o sentimento no jogo em si tem de ser diferente, pois um "derby" entre Sporting e Benfica, em qualquer modalidade, assim o exige. Mas entre mim e o Adil vai ser igual. Cada um vai lutar para vencer, independentemente dos emblemas.

DC - O Sporting está a reformular a equipa. O que sente pelo facto de pertencer ao "sangue novo" do "leão"?
GB - Sentir-me-ia sempre bem por ir representar o Sporting em qualquer situação. No que diz respeito à reformulação da equipa é difícil fazer um comentário. Acredito no trabalho que a direcção está a fazer, até pelas palavras do treinador Paulo Fernandes que garantiu que o Sporting vai ter um grupo igualmente forte para lutar por todas as competições.

DC - Ir para o campeão nacional significa participar na UEFA Futsal Cup. Que antevisão faz à I Fase?
GB - Não conheço, para além dos nomes, nada das equipas adversárias. Se o treinador assumiu o favoritismo, tendo em conta que não vamos lá passear, é porque acredita na nossa capacidade de trabalho.

DC - Até onde sonha ir na competição?
GB - Um sonho numa UEFA Cup é chegar à final e ganhá-la. Se não acreditasse nesta possibilidade nem valia a pena treinar e jogar. Vai ser muito difícil. Primeiro, será necessário garantir a passagem à fase de elite. Aí, as coisas complicam-se ainda mais, mas há que acreditar no nosso trabalho para tentar ganhar.

DC - Antes da época arrancar, vai participar pela segunda vez consecutiva no Mundial Universitário...
GB - A convocatória final ainda não saiu, mas como já estive no último e se as coisas me correrem bem no estágio acredito que poderei estar neste Mundial. Ainda não foi feito o sorteio, portanto estou na expectativa. A Selecção deste ano é mais jovem, mas isso é algo que não lhe retira valor. Acredito que podemos fazer tão bem ou melhor do que o quinto lugar de Palma de Maiorca.

DC - Nuno Dias sucede a Tó Coelho à frente do Instituto. Foi a melhor opção?
GB - Foi o sucessor que a direcção escolheu, por isso deve ser o melhor.

DC - A Académica tem condições para chegar à 1.ª Divisão?
GB - Pelos jogadores que tem, julgo que sim. Eu gostava que a Académica chegasse à 1.ª Divisão, mas se tem condições ou não, eu não sei porque não estou por dentro da situação.

DC - Qual o sentimento de participar no "All-Star Game", cujos fundos reverteram para a Acreditar?
GB - Foi uma festa. A importância maior era o cariz solidário e foi com muito gosto que fiz parte deste jogo. Só pelo facto de poder, de alguma forma, ajudar crianças que "lutam" contra o cancro, já valeu a pena estar presente.

DC - Disputou a "Final Four" da Taça de Portugal 2006 em Coimbra. Esperava ter atingido a final?
GB - Esperava, porque jogo sempre para ganhar. Pouco tempo antes tínhamos empatado com o Benfica, o que nos abria boas perspectivas para esse jogo. Estivemos bastante abaixo do que poderíamos produzir e isso reflectiu-se no resultado. Foi uma pena, pois a oportunidade de jogar em "casa" era única.

:: RICARDO SANTOS 10:56 AM [+] ::
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:: Quarta-feira, Abril 19, 2006 ::
António Cardoso vai arbitrar meia-final da UEFA Futsal Cup a Moscovo

O "czar" da arbitragem nacional


António Cardoso é uma das maiores referências da arbitragem portuguesa além fronteiras. Considerado o 7.º melhor árbitro do Mundo na última época, o juiz do Conselho de Arbitragem da A.F. Coimbra cumpre o seu jogo internacional número 140 quando amanhã entrar em campo no desafio entre Dínamo de Moscovo e Kairat, a contar para as meias-finais da UEFA Futsal Cup. Com discurso frontal, António Cardoso aponta o dedo ao que está mal no panorama desportivo nacional

Ricardo Ferreira Santos

Diário Coimbra (DC) - Entrou na arbitragem do futsal em 1996 e em 1998 já era internacional. Como aconteceu essa ascensão meteórica?
António Cardoso (AC) - Naquele momento a conjuntura era favorável. Posso dizer que, relativamente a outros jovens de hoje em dia, tive alguma sorte, mas a sorte dá muito trabalho. É extremamente importante que quando a oportunidade passa por perto, nós estejamos em condições de a agarrar. É necessário estar muito atento para que a felicidade nunca nos saia das mãos. É extremamente difícil chegar ao topo, mas ficar lá em cima, anos a fio ao mesmo nível, não é menos complicado.

DC - Afirmou publicamente em 2003 que Portugal tem uma cultura desportiva de terceiro mundo. Continua a manter essa opinião?
AC - Penso que nada se tem alterado no que tem norteado o panorama desportivo nacional. Somos um país de futebol e tudo está vocacionado para aí. As pessoas confundem amiúde, para não dizer quase sempre, que quando se fala em desporto se fala em futebol. Com tudo aquilo que a máquina e o negócio futebol movimentam é muito difícil para que as outras coisas apareçam e cresçam de forma sólida. No fundo, vivemos quase das esmolas, das coisas que o futebol deita fora.

DC - Mas há excepções¿
AC - Há meia dúzia de casos, que são fáceis de detectar, em que se começa a ver algum entusiasmo, algum interesse para que as pessoas possam gostar das suas modalidades em primeiro lugar e coloquem os clubes para segundo plano. Isto é importante para fazer face à ¿clubite¿ que continua a ser pedra basilar de todo o fenómeno desportivo.

DC - Começou como árbitro de futebol, mas garantiu que nele não passaria do patamar distrital. Porque é que tem essa certeza?
AC - Não tenho muitas dúvidas sobre isso. Todas estas coisas que são do domínio público e que se relacionam com a arbitragem não se coadunam com a minha forma de estar e ver o desporto e a arbitragem. Caminhos haveria que me recusaria sempre a trilhar e tenho a noção que pagaria a factura de tal ousadia por me opor a interesses instalados e relacionamentos promíscuos entre políticas, desportos, enfim, entre entidades várias e pessoas de todas as índoles e credos.

DC - O futsal está longe desse ¿lado negro¿ da arbitragem?
AC - Gostaria de dizer que sim, mas começamos a conviver com pessoas que o futebol deita fora. Não são elementos que deixam o futebol porque se apaixonaram pelo futsal, essas seriam bem vindas, mas que são postas fora porque não têm capacidade para lá estar. Ainda assim, não tenho dúvida alguma que o grosso do pelotão que está no futsal tem capacidades e defende muito mais os valores do que muita gente que anda no futebol.

DC - Na época passada foi considerado o sétimo melhor árbitro do Mundo e em Portugal ficou na¿ sétima posição. Foi com ironia que afirmou que Portugal deve ter os sete melhores árbitros do mundo.
AC - Lendo objectivamente as classificações, Portugal teria os sete melhores árbitros do mundo. Quando há gente responsável que me diz que sabe muitas coisas mas que não pode fazer nada, quem sou eu para contrariar isso. Felizmente, tenho o meu nome em algumas esferas que gerem não só o futsal, mas também o futebol 11. Prova disso é que fui indicado pela UEFA como um dos homens que esteve a trabalhar estritamente com a arbitragem no último campeonato da Europa 2004 de futebol.

DC - Satisfeito com o reconhecimento internacional?
SC - É motivo de orgulho para mim que as pessoas lá fora me considerem bastante, me chamem para dirigir jogos de grandes competições e que me indiquem para cursos de formação no estrangeiro como instrutor FIFA. Existe muita gente que me pergunta semanalmente, dos vários pontos do país e do Mundo, sobre leis de jogo e técnicas de arbitragem.

DC - A nível interno acaba por ser reconhecido, mas não pela entidade que o deveria fazer.
AC - Podem dizer que o António Cardoso não tem sido o primeiro classificado em Portugal, mas naquelas votações que são muito importantes para mim, em que votam jornalistas, jogadores, treinadores e dirigentes das equipas nos cinco anos em que se realizaram em Portugal, eu fui o árbitro do ano. Isso enche-me de orgulho e é a prova que aqueles que me têm de aturar e que eu aturo ao longo do ano gostam do meu trabalho.

DC - Há alguma fórmula para o sucesso na carreira de árbitro?
AC - Não basta ter um emblema de internacional para se ser melhor ou pior. Os árbitros têm de fazer todos os jogos com a maior seriedade, seja ele qual for. Quer seja de infantis ou de seniores, aquela é a partida mais importante da carreira de cada jogador, pois prepararam-se para ganhar naquele jogo e só tem lógica querer ganhar o jogo seguinte se ganharem esse primeiro. Para se conquistar o respeito dos intervenientes, há que encarar cada encontro com a maior seriedade.

DC ¿ Qual é a sua referência na arbitragem?
AC - O meu amigo Pedro Galan, é o actual responsável pela arbitragem da Liga Nacional Fútbol Sala (Espanha). Fez mais de 300 jogos internacionais e fosse qual fosse o jogo, encarava-o como se fosse o primeiro. É uma pessoa extremamente crente nas suas capacidades, mas nunca deixou de dar o seu melhor em todos os momentos. Socialmente é uma pessoa intocável.

DC - Numa carreira recheada de momentos de sucesso não constam ainda participações em Mundais. Esteve pré-nomeado para Taipé, mas acabou por não ir. O que se passou?
AC - Estava seleccionado para este último campeonato do mundo, mas a minha candidatura perdeu-se a ¿meio do caminho¿. Foi-me confirmado por muita gente que estava nomeado e, à última hora, fui ultrapassado. A forma como isso aconteceu é que não consigo entender e ninguém me conseguiu explicar.

DC ¿ Amanhã vai arbitrar o encontro da meia-final da UEFA Futsal Cup. O que conhece de Dínamo de Moscovo e Kairat Almaty?
AC - Conheço muito bem ambas as equipas. Depois de tantos jogos internacionais, conheço a maioria dos jogadores. Presumo que dos 10 jogadores que entrarão em campo, oito ou nove serão brasileiros. Já os arbitrei várias vezes e tenho a vantagem de eles já me conhecerem.

DC - Que informações procurou obter do jogo da 1.ª mão?
AC - Procurei saber junto dos meus colegas espanhóis como correu a partida. Sei que foi um jogo mais ou menos equilibrado e em que a finalização fez a diferença [ndr: Dínamo venceu 0-3]. Normalmente, procuro informar-me como as equipas são a nível disciplinar. Mas é o que costumo dizer, quando o jogo começa e a bola vai mais para um lado do que para o outro, tudo o que sabemos é subjectivo. Não podemos ter só um plano de actuação e, quando for chamado a intervir, espero que as minhas decisões não fiquem para a história do jogo.

BI
Nome
: António José Fernandes Cardoso
Data de Nascimento: 12/04/1964 (41 anos)
Naturalidade: Vouzela
Percurso na arbitragem: Futebol 11 (1992-1996) e Futsal (desde 19996)
1.ª Categoria: 1997
Internacional: desde 1998
1.º Jogo internacional: Finlândia-Chipre (na Holanda)
N.º de jogos internacionais: 139
Próximo jogo (n.º 140): Dínamo Moscovo-Kairat (meia-final UEFA Futsal CUP)
Campeonatos da Europa: Rússia 2001, Itália 2003 e República Checa 2005
Principais momentos: 3 semifinais de Campeonatos da Europa, 2 finais de Taça dos Campeões, final do torneio FIFA de Genk (Bélgica), 7 finais da Taça de Portugal, 5 Supertaças e vários jogos decisivos do campeonato nacional.

:: RICARDO SANTOS 12:23 PM [+] ::
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:: Terça-feira, Dezembro 27, 2005 ::
Marisa Lucas defende as cores do Benfica e já tem meta traçada
"Quero ser campeã nacional"


A equipa feminina do Sport Lisboa e Benfica tem uma futsalista conimbricense. Marisa Lucas alinha num conjunto que soma dez vitórias em outros tantos jogos na distrital lisboeta e que se prepara para atacar a segunda Taça Nacional. Depois de ter passado por três clubes em Coimbra, acabou por ir parar ao "emblema da águia" por motivos... militares. A experiência está a ser positiva e o desejo para 2006 passa, naturalmente, por vencer a Taça Nacional Feminina

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Quando iniciaste a prática do futsal?
Marisa Lucas (ML) - Comecei a jogar com nove anos nos tradicionais Jogos de Coimbra, mas antes já jogava no desporto escolar. Nos jogos da cidade participei em cinco edições, venci nos dois primeiros anos - um pela equipa de "As Panteras" e outro pela Académica - e fiquei em segundo nos outros três anos - uma vez pelas "As Panteras" e duas pelo Santa Clara.

DC - E apareceu o futsal federado...
ML - Quando se realizou o primeiro campeonato federado, fui convidada pelo Nuno Ponce Leão para integrar a equipa da Académica. Foi um ano muito bom. Tínhamos uma equipa muito jovem e acabámos por ficar no segundo lugar. Nesse ano a Zona Histórica de Soure, que já tinha participado no campeonato de Leiria, foi campeã.

DC - Mas antes de integrar a equipa da Académica esteve no Santa Clara de onde acabou por sair. Quais os motivos que a levaram a abandonar os "alvi-negros"?
ML - Foram razões pessoais que me levaram a sair de Santa Clara. As coisas não estavam a dar certo e foi melhor sair, entretanto surgiu o convite da Académica. Depois de conversar com a minha irmã e outra colega (a Cátia) decidimos ir para lá.

DC - Na Académica acabou por capitanear a equipa.
ML - Cheguei a capitã ainda com o Ponce Leão no comando técnico. No terceiro ano de federada fui a escolhida pelas minhas colegas, às quais agradeço por me terem dado essa oportunidade. A partir daí a responsabilidade subiu. Fomos campeãs em 1998/99 e, no ano seguinte, com o meu pai na equipa técnica, conseguimos a "dobradinha¿.

DC - Tanto tempo na Académica e acabou por sair para o União de Coimbra. O que falhou no último ano na Briosa?
ML - Tive de tomar uma decisão e a melhor foi sair para não prejudicar a equipa. No União de Coimbra só não foi melhor, porque não ganhámos nada. Ficámos em segundo lugar no campeonato e na Taça AFC. Aproveito para agradecer ao Miguel Melo por me ter levado para o União e por ter acreditado sempre em mim.

DC - Agora o Benfica. Como surgiu a hipótese de representar as campeãs nacionais?
ML - A hipótese de ir para o Benfica surgiu por acaso. Sou militar e fui colocada em Lisboa. Para não parar de praticar futsal, comecei a ir lá treinar e passados alguns treinos surgiu a oportunidade de ficar mesmo a jogar. Claro que não desperdicei essa hipótese. Depois da Académica é clube que mais gosto. Quem não gostava de jogar com as melhores jogadoras nacionais?

DC - Como está a ser a experiência?
ML - Tem sido muito bom, apesar de adaptação ainda não estar completa, mas com o tempo tudo vai dar certo. Estou num mundo diferente, mas o apoio dos meus pais, irmão e amigos tem sido muito importante.

DC - Quais as diferenças que encontra entre o campeonato distrital de Coimbra e o de Lisboa?
ML - O campeonato de Coimbra é mais competitivo, pois há várias equipas a discutirem o primeiro lugar. Em Lisboa não há quem faça frente ao Benfica. Claro que há sempre equipas que dão mais luta, mas no final a vitória vai ser nossa.

DC - Que evolução tem tido a vertente feminina da modalidade?
ML Julgo que tem evoluído muito. Finalmente começa-se a dar mais atenção às raparigas mais novas para que possam evoluir. Já se vêem selecções jovens o que é muito bom. Vai evitar que muitas miúdas cheias de talento não sejam aproveitadas.

DC - Concorda com a criação de um campeonato nacional de seniores femininos?
ML - É muito importante que venha a acontecer, porque a competitividade que se encontra agora é pouca. Há equipas que nos campeonatos distritais não têm quem lhes dê luta e depois, na Taça Nacional, não conseguem ir longe. Um campeonato nacional permite juntar mesmo as melhores formações numa prova que será interessante.

DC - Onde pretende chegar no futsal?
ML - Sinceramente, gostava de tirar o curso de treinadora e poder aprender muito sobre este desporto.

DC - Que desejo, no âmbito desportivo, vai pedir para 2006?
ML - Quero ser campeã nacional.

BI
Nome:
Marisa Isabel Lucas Martins.
Data de nascimento: 11 de Fevereiro de 1981 (24 anos).
Local: Coimbra.
Posição: Universal.
Golos em 2005/06: 2 (Vinhais e Bodadelense).
Percurso: Santa Clara, Académica, União de Coimbra e Benfica.
Palmarés: bicampeã distrital pela Académica (1998/99 e 1999/2000), vencedora da Taça AFC (1999/2000) e presença no estágio da Selecção Nacional.
Treinadores: Nuno Patrão, Coelho, Nuno Ponce Leão, Eugénio Martins, Vítor Seiça, Miguel Melo e Vera Bettencourt.

:: RICARDO SANTOS 3:52 PM [+] ::
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:: Quarta-feira, Dezembro 21, 2005 ::
Nuno Sabugueiro facturou 20 golos nos oito jogos que fez pelo U. Chelo
O talismã do sucesso

Foto: Carlos Araújo


Nuno Sabugueiro ou, simplesmente, Ninô. Este jovem futsalista cumpre o seu primeiro ano como sénior, mas já tem um percurso invejável na modalidade. Iniciou a prática do futsal em Lordemão e, a partir de então, tornou-se num verdadeiro "papa troféus", conquistando variados títulos. A sua chegada a Chelo coincidiu com a melhoria do clube na Série B da 3.ª Divisão. A manutenção é possível, e Ninô quer ajudar a que tal se concretize. Um verdadeiro talismã

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Como avalia a época que está a realizar?
Nuno Sabugueiro (NS) - Comecei tarde, mas está a correr bem. No início fui ao S. João, faltei a uns treinos e dispensaram-me. Como andei num torneio com um rapaz do Chelo ele disse-me para lá ir treinar. Acabei por ficar e o treinador está a apostar em mim.

DC - O U. Chelo tem equipa para se manter nos campeonatos nacionais?
NS - Quando cheguei os dois primeiros jogos correram mal, com o S. João e depois em Leça, para a Taça de Portugal. Depois começou a melhorar. Julgo que temos equipa para ficar na 3.ª divisão. Nestes jogos que fiz, apenas o S. João e o Grijó foram superiores a nós. Com o Miramar tivemos muito azar.

DC - Estabeleceu alguma meta de golos para esta época?
NS - Primeiro, quero ajudar o Chelo a atingir a manutenção, depois disso se conseguir marcar 30 ou 40 golos melhor.

DC - Como explica o facto de ter ganho tantos títulos e em vários clubes?
NS - [risos] Não sei, não consigo explicar isso.

DC - Qual é a sua ambição no futsal?
NS - Gostava de jogar num clube "grande" e se fosse em Espanha ainda era melhor.

DC - Uma boa temporada no U. Chelo pode ajudar a aproximar esse sonho?
NS - Julgo que sim. Só depende de mim e do que fizer na equipa.

DC - Ainda que tenha um currículo invejável a nível de palmarés, tem alguns problemas disciplinares nas camadas de formação que levaram mesmo à sua saída da Académica.
NS - Muitos dos problemas nem era eu que os criava, mas era eu que apanhava por eles. Parecia que era sempre o ¿mau da fita¿. Aprendi com os erros que cometi e agora estou diferente.

DC - O irmão mais velho [ndr: Rik, jogador da Académica] teve alguma influência na sua ida para o futsal?
NS - No Lordemão não, pois eu andava lá na escola e comecei a ir de bicicleta para os treinos. Agora quando fui para o Real da Conchada teve, pois foi ele que me disse que precisavam de jogadores para eu ir.

DC - Tem orgulho no trajecto que tem feito na modalidade?
NS - Estou bastante satisfeito.

DC - Em época de Natal que desejo vai pedir para se concretizar em 2007?
NS - Quero ter saúde e ajudar o Chelo a manter-se nos nacionais.

BI
Nome:
Nuno Filipe dos Santos Sabugueiro (¿Ninô¿)
Data de Nascimento: 6 de Junho de 1986
Local: Coimbra
Percurso: União de Coimbra, Vilela, Lordemão, Real da Conchada, Académica, S. João e U. Chelo
Palmarés: tricampeão de iniciados (Lordemão), bicampeão de juvenis (Real da Conchada e Académica), campeão de juniores (Académica) e vice-campeão de juniores (S. João); vice-campeão nacional (Académica).

Jogos e Golos 2005/06
Taça Portugal

Elim. -- Jogo -- Res. -- G
1.ª -- Ac. Leça - U. Chelo -- 7-4 -- 1

3.ª Divisão nacional - Série B
Jorn. -- Jogo -- Res. -- G
7.ª -- U. Chelo - S. João -- 1-4 -- 0
8.ª -- Grijó - U. Chelo -- 8-4 -- 2
9.ª -- U. Chelo - Vales Rio -- 7-3 -- 3
10.ª -- Jaca - U. Chelo -- 2-3 -- 3
11.ª -- U. Chelo - Miramar -- 4-7 -- 4
12.ª -- Crecor - U. Chelo -- 8-8 -- 2
13.ª -- U. Chelo - Alcaria -- 13-6 -- 5

Goleadores da AF Coimbra
19 golos: Ninô (U. Chelo)
18 golos: Ruben Fonseca (S. João)
16 golos: Simão (UD Tocha)
14 golos: Cláudio (U. Chelo)
9 golos: Luisinho (Académica).
8 golos: João Filipe (Académica) e Bruno Guardado (S. João)
7 golos: André Matos (Académica) e Pratas (S. João)
6 golos: Picasso (Académica) e Rogério Brito (UD Tocha)

:: RICARDO SANTOS 12:57 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Dezembro 05, 2005 ::
Ruben Fonseca já festejou em catorze ocasiões, mas não quer ficar por aqui
No mínimo 30 golos


A cumprir o primeiro ano de sénior, Ruben Fonseca foi um dos principais obreiros do retorno do S. João aos nacionais apontando mais de meia centena de golos. O camisola 10 de Pé de Cão assume que gostava de jogar ao mais alto nível, traça a barreira dos 30 golos como meta e projecta a equipa para o topo da Série B da 3.ª Divisão

Ricardo Santos

Ruben Fonseca é o "artilheiro" das formações de Coimbra que actuam nos campeonatos nacionais, somando catorze golos em dez jogos realizados. Com muitas jornadas por realizar, o jovem "matador" traçou uma meta para que a época seja bem positiva a nível pessoal. «Quero marcar no mínimo 30 golos, mas claro que gostava de marcar bem mais».
Quanto ao colectivo, o camisola 10 de Pé de Cão assume que o arranque não foi positivo, pois «faltou união ao grupo, agora estamos todos a lutar pelo mesmo». A saída de César Minas parece ter trazido alguns dividendos ao conjunto, uma que este somou duas vitórias em outros tantos jogos. «Custou-me muito a saída do Minas, pois gosto dele como treinador e como pessoa, mas os resultados falaram mais alto», garante.
Fora dos lugares de despromoção, o grupo de trabalho mantém os pés bem assentes no solo. «Como não começámos muito bem, queremos a manutenção, mas como está a correr melhor vamos tentando, devagarinho, chegar longe». A ambição volta-se então para os lugares de subida. Algo que, tendo em conta o valor do plantel, não é uma miragem.
Na última temporada, Ruben Fonseca esteve em plano de destaque contribuindo com muitos golos para a conquista da Divisão de Honra. Há ainda a referir que foi ele o autor do golo que deu a vitória na final da Taça AFC (3-2 à CP Miranda Corvo) e, consequente "dobradinha".
No arranque desta época, o goleador esteve à experiência no Sp. Pombal, mas havia apenas uma vaga (preenchida pelo academista Batalha). «A experiência correu bem, ainda estive no estágio e fiz um torneio. Espero lá voltar, mas para ficar», almejou.
Para já, o pensamento está voltado inteiramente para os êxitos do emblema de Pé de Cão que, na quinta-feira, procura a terceira vitória consecutiva na recepção ao Jaca.

BI
Nome:
Ruben José Lopes Lino da Fonseca
Data Nascimento: 21 de Novembro de 1986 (19 anos)
Local: Coimbra
Percurso: União de Coimbra (fut11) e S. João.
Internacionalizações: 2 pelos Sub-18 (Andorra e Itália)
Golos 2004/05: 61 golos.

Os catorze golos

1.ª -- Alcaria - S. João -- 3-2 -- 0
2.ª -- S. João - Campanhã -- 4-2 -- 2
3.ª -- Gondomar - S. João -- 7-3 -- 2
4.ª -- S. João - Gafanha -- 3-4 -- 2
5.ª -- Viseu Futsal - S. João -- 6-3 -- 1
6.ª -- S. João - Lagoa Parada -- 3-4 -- 0
7.ª -- U. Chelo - S. João -- 1-4 -- 2
8.ª -- S. João - UD Tocha -- 3-3 -- 1
9.ª -- S. João - Grijó -- 8-3 -- 2
10.ª -- Vales Rio -S. João -- 3-5 -- 2
:: RICARDO SANTOS 7:16 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Novembro 28, 2005 ::
Luisinho estreou-se a facturar para o campeonato
"Máquina de golos" começou a carburar com um "poker"


Luisinho ultrapassou a lesão que o afastou da competição no início da temporada e está a caminhar para a melhor forma. O camisola 10 da Briosa já havia marcado um golo ao Ereira e Benfica para a Taça de Portugal, mas para o campeonato ainda estava em branco. Ao terceiro jogo apareceram os golos e logo a quadriplicar. O Moinho da Juventude foi a primeira vítima, quem será a próxima?

Ricardo Santos

Está de regresso o rei dos golos da Académica. Luisinho ainda não tinha facturado para a Série B da 2.ª Divisão Nacional e ao cabo de três jogos - já tinha actuado com Vit. Setúbal e Ereira e Benfica - aqueceu o pé, afinou a pontaria e marcou por quatro vezes. Um "poker" que trás confiança acrescida ao "pivot" escolar que se revela «muito feliz, pois já tinha saudades de um bom jogo».
A mudança de série «trouxe-nos uma nova realidade e sentimos algumas dificuldades de adaptação a esse estilo de jogo». As diferenças são estabelecidas de imediato pelo goleador. «Na zona norte as equipas jogam o jogo pelo jogo e procuram sempre o golo, o que favorece o espectáculo, já no sul as equipas são mais matreiras, jogam muito fechadas e sempre à procura do erro adversário», avalizou Luisinho.
Ainda que a cinco pontos do líder AMSAC e a ocupar o nono lugar, a meta da subida mantém-se intocável, até porque a «nossa equipa cresce de jogo para jogo e ainda não vi outra formação que fosse superior à nossa». Já o precoce afastamento da Taça de Portugal não estava nos planos dos "capas negras" cujo o objectivo era «chegar o mais longe possível de forma a cruzarmo-nos com um "grande"».
Com tantas jornadas para disputar, Luisinho quer continuar a somar golos na conta pessoal. Todavia, o capitão escolar (na ausência de Pichel) reconhece que «devido ao modo de defender das equipas vai ser mais difícil embora queira chegar, pelo menos, aos 40 golos», ambiciona o artilheiro, garantindo que vai «trabalhar mais para a equipa».
O regresso à Selecção Nacional Universitária está no horizonte do academista. Depois de ter sido o melhor marcador da "equipa das Quinas" no Mundial Universitário que decorreu em Palma de Maiorca - com 9 golos - é desejo do pivot estar entre os eleitos no próximo Mundial que decorrerá na Polónia, em Setembro de 2006.

BI
Nome: Luís Santos (Luisinho)
Data nascimento: 7 de Fevereiro de 1980 (25 anos)
Local: Coimbra
Weblog: http://luisinho10.blogspot.com

"Hat-tricks" e "pokers" em 2004/05
Académica - Paredes ---- 8-4 -- 3
Académica - Junqueira -- 4-3 -- 4
Académica - M. Pedras - 10-2 -- 4
Junqueira - Académica -- 8-5 -- 3

"Poker" em 2004/05
Académica - M. Juventude -- 9-4 -- 4


:: RICARDO SANTOS 6:23 PM [+] ::
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:: Terça-feira, Novembro 15, 2005 ::
Miguel Simão apontou quatro golos ao Alcaria
O "matador" que veio do outro lado do Atlântico


Miguel Simão voltou a demonstrar arte para o golo no duelo frente ao Alcaria. O futsalista da União Desportiva da Tocha apontou os quatro golos no empate a quatro bolas. Depois de ter ultrapassado as três dezenas de golos na época passada, o Alcaria voltou a sentiu o seu "poder de fogo"

Ricardo Santos

Tem 27 anos e uma apetência natural pelo golo. Miguel Simão nasceu no outro lado do Oceano Atlântico, mas do Canadá veio ainda bebé. A primeira opção desportiva recaiu sobre o desporto-rei, onde percorreu várias equipas do concelho de Mira.
Em 2003/04, Simão resolveu experimentar o futsal. Bem curiosos foram os motivos encontrados pelo jogador. «Era um desporto que estava a aparecer e resolvi experimentar», começou por dizer, confessando de seguida que «já estava um pouco farto de jogar ao domingo».
O Marialvas fez uma época "engraçada", Simão começou a mostrar dotes de artilheiro e ultrapassou as duas dezenas de golos. No início de 2004/05, os cantanhedenses extinguiram a vertente masculina da modalidade e a UD Tocha foi a "casa" seguinte.
O treinador Ricardo Soles agradeceu a "oferta" e no retorno do emblema gandarez aos nacionais, o artilheiro facturou em 29 ocasiões na Série B da 3.ª divisão nacional e em mais três na Taça de Portugal. Golos em catadupa que em muito contribuíram para a excelente época da equipa. Uma curiosidade, Simão conseguiu marcar em todos os jogos entre a 3.ª e a 13.ª jornada. Registe-se ainda um "poker" ante o Miramar.
Este ano nem começou muito bem e apenas ao cabo de sete jornadas apareceu o "matador". «Ainda só fiz quatro jogos [ndr: Jaca, Viseu, Miramar e Alcaria], mas não há motivo para os golos só terem surgido agora», alegou. Ainda que um "poker" seja algo assinalável, o facto da equipa não ter conquistado os três pontos (4-4) deixou um «sentimento de frustração».
O próximo duelo é a contar para a 1.ª eliminatória da Taça de Portugal, frente ao Macedense, depois, já para o campeonato, há "derby" em Pé de Cão. Miguel Simão garante que «vai ser difícil, mas vamos lá para ganhar, pois agora estamos mais confiantes», concluiu.

BI
Nome:
Miguel Ângelo Pereira Simão
Data de nascimento: 31 de Agosto de 1978
Local: Toronto, Canadá
Percurso: Marialvas, Touring, Cadima, Ala Arriba (futebol 11); Marialvas e UD Tocha (futsal).

Os golos de Simão
2004/05
3.ª Divisão Nacional - Série B


Jorn. Partida result. golos
3.ª UD Tocha - U. Chelo -- 4-3 -- 2
4.ª Santiago - UD Tocha -- 4-1 -- 1
5.ª UD Tocha - Tabuaço -- 6-2 -- 1
6.ª Jaca - UD Tocha -- 5-6 -- 1
7.ª Alcaria - UD Tocha -- 2-2 -- 1
8.ª UD Tocha - Lameirinhas -- 6-4 -- 1
9.ª Grijó - UD Tocha -- 4-2 -- 1
10.ª UD Tocha - Valadares -- 7-8 -- 1
11.ª Miramar - UD Tocha -- 3-5 -- 1
12.ª UD Tocha - Ac. Viseu -- 9-6 -- 3
13.ª ARCA - UD Tocha -- 3-6 -- 3
15.ª UD Tocha - R. Conchada -- 8-1 -- 2
18.ª Tabuaço - UD Tocha -- 1-4 -- 1
19.ª UD Tocha - JACA -- 7-5 -- 2
21.ª Lameirinhas - UD Tocha -- 6-3 -- 1
22.ª UD Tocha - Grijó -- 7-3 -- 1
24.ª UD Tocha - Miramar -- 6-12 -- 4
25.ª Ac. Viseu - UD Tocha -- 2-7 -- 2

Taça de Portugal
TP Lordelo - UD Tocha -- 4-5 -- 1
TP Rio Ave - UD Tocha -- 10-3 -- 2

2005/06
3.ª Divisão Nacional - Série B


Jorn. Partida result. golos
3.ª UD Tocha - Miramar 5-7 2
7.ª UD Tocha - Alcaria 4-4 4
:: RICARDO SANTOS 1:57 PM [+] ::
...
:: Terça-feira, Outubro 25, 2005 ::
André Matos começou a época e grande forma
MAGIA REGRESSOU À ACADÉMICA


André Matos tem estado em plano de destaque na Académica 2005/06. Com cinco golos apontados em outros tantos jogos, o camisola 7 da Briosa foi decisivo ao cobrar a grande penalidade que garantiu a conquista dos três pontos no terreno do Rio de Mouro

Ricardo Santos


A Académica tem oscilado nos resultados - duas vitórias e três derrotas -, mas voltou a contar com as boas exibições de André Matos. O futsalista é o primeiro a considerar que 2004/05 foi sua «pior época de sempre», muito por culpa da lesão e da operação a que foi submetido.
Ultrapassada a fase de recuperação, o jovem jogador da Briosa entrou na presente temporada com a confiança em alta e as boas exibições têm-se sucedido. No passado sábado, em Rio de Mouro, apontou a grande penalidade que ditou o regresso aos triunfos dos "capas negras". Com cinco golos, André Matos é o melhor marcador dos estudantes. «Os golos são fruto do meu trabalho, da colaboração dos meus colegas e da equipa técnica, mas a obtenção de golos não é algo que me dê dores de cabeça», revelou.
A meta da Académica é a subida à 1.ª divisão nacional, objectivo algo complicado tendo em conta os antagonistas que também assumem a promoção como horizonte a atingir. Algo que acaba por ser desvalorizado por André Matos, pois «se queremos subir, não é por defrontar "B" ou "C" que o objectivo muda», acrescentando que «temos acima de tudo confiar em nós e nas nossas capacidades».
Todavia, se na época transacta o que fez a Académica ¿morrer na praia¿ acabou por ser uma primeira volta menos positiva, dado o período de adaptação, a mudança para a zona sul também requer alguns ajustamentos. «Complicou a nível de conhecimento dos adversários, pois já conhecíamos as equipas do norte», referiu.
Deste modo, a Académica vai ter de «entrar em todos os jogos para ganhar», até porque já sofreram três derrotas nos primeiros cinco encontros. «Os pontos perdidos até agora foram erros nossos, temos tido alguma falta de concentração, aspecto que tem sido melhorado com trabalho durante a semana», revelou.
Relativamente à temporada transacta, André Matos garante que a «equipa está mais equilibrada, até porque ninguém é insubstituível e os que entraram vieram para ajudar a cumprir os objectivos que, como todos sabem, passam pela subida à 1.ª divisão», afirma.
Quando no início de 2003/04 foi dispensado do Sp. Pombal a surpresa foi geral até porque tinha sido dos elementos mais utilizados na época anterior por Adil Amarante. A tristeza do futsalista mantém-se. «Tenho mágoa por ter saído daquela maneira, mas estou bem na Académica onde já vivi alegrias que não se pagam com dinheiro algum», concluiu.
A magia do camisola 7 volta a encantar as hostes estudantis.

BI
Nome:
André Daniel Henriques de Matos
Data de Nascimento: 29 Dezembro 1980 (24 anos)
Local: Coimbra
Clubes: Académica (formação e seniores), Inst. D. João V e Académica
Palmarés: bicampeão distrital de juvenis, campeão distrital de juniores, vencedor da Taça AFC juvenis e juniores (Académica), Final Four da Taça de Portugal (pelo Inst. D. João V) e subida à 2.ª divisão (Académica).
:: RICARDO SANTOS 2:29 PM [+] ::
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:: Domingo, Julho 17, 2005 ::
Carlos Jorge traça prioridades para o futsal do S. João
APOSTAR NA FORMAÇÃO DESPORTIVA E HUMANA


O Centro Social de S. João está de regresso aos campeonatos nacionais após uma "época de ouro" a nível distrital, onde conquistaram a Divisão Honra e a Taça AFC. A modalidade pegou de estaca no emblema de Pé de Cão e Carlos Jorge garante o seu pleno funcionamento. O vice-presidente responsável pela área do futsal (a par de José Aleixo) aborda a temporada dos seniores, a confiança na participação na 3.ª divisão nacional e a reestruturação dos escalões de formação. Esclarecida fica igualmente a relação entre a vertente desportiva e o Centro Social

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Que avaliação faz à temporada do S. João?
Carlos Jorge (CJ)
- Foi uma época muito boa a nível desportivo que nos levou à conquista do campeonato e da Taça AFC. Esta temporada marcou uma viragem no futsal do S. João. Isto não é um clube de futebol, é uma IPSS [ndr: Instituição Particular de Solidariedade Social] com uma vertente desportiva. Nós queremos organizar e dinamizar da melhor forma essa vertente. Há ainda muito a fazer, mas já conseguimos ter uma equipa nova que teve a classe de não ter tido qualquer castigo ao longo da época.

DC - Pode então dizer-se que o "investimento em pessoal" feito no início da época foi inteiramente justificado?
CJ -
O investimento em pessoas que têm traquejo no futsal foi ganho. Já conhecia o César Minas há muitos anos e quando os meus colegas falaram nele para principal técnico para o S. João eu disse que falava com ele e trouxe-o para o cá. Estamos muito satisfeitos com ele desportivamente, porque cumpriu muito bem, mas estamos ainda mais satisfeitos com o homem que cá temos.

DC - A próxima temporada já está definida?
CJ -
Ainda nos faltam alguns jogadores, mas as linhas de orientação estão traçadas.

DC - Quais são os objectivos da equipa?
CJ -
Este ano, queremos a manutenção na 3.ª divisão. Depois pretendemos criar alicerces nos nacionais. A equipa na 3.ª divisão acaba por atrair mais jovens para as nossas escolas e é isso que nós também queremos.

DC - Em 2005/06 haverá uma reestruturação no futsal e serão reduzidos o número de escalões. Porque é que tal vai suceder?
CJ -
As despesas são muitas. Queremos ter menos equipas, mas com maior qualidade e melhor acompanhamento por parte dos nossos colaboradores, técnicos e directores. Vamos ter seniores, juvenis e infantis/escolas. Queremos atletas com qualidades para a prática desportiva e com qualidades como pessoas. Esses jovens serão sempre a base das futuras equipas do S. João.

DC - A nível do escalão júnior, a instituição esteve presentes nas últimas três edições das Fases Finais e esta foi a que estiveram mais perto do título. Porquê da extinção deste patamar?
CJ -
O S. João quer atletas, mas atletas bem formados tanto tecnicamente como homens. Não queremos criar atletas que não tenham o mínimo de qualidade moral para estar dentro do S. João. Se calhar não ganhámos a Fase Final porque houve falhas de alguns atletas e, se calhar, também da direcção. Houve coisas pelo meio, mal explicadas, onde se criou uma "guerra" com a Académica que não tem razão nenhuma de existir e que eu lamento.

DC - E a vertente feminina?
CJ -
Os objectivos ficaram muito aquém do que era o nosso desejo. Nós somos poucos e o futsal feminino tem de ter outro acompanhamento. Não são todas as pessoas que sabem lidar com meninas. Tivemos alguns problemas, pois a pessoa que dá muitas horas ao S. João estava sozinha. Foram definidas prioridades e é preferível ter menos e com melhor e mais apoio.

DC - O futsal do S. João é ou não independente do Centro Social?
CJ -
São áreas completamente separadas. Eu estou cá, tenho um nome e uma cara a defender e não vim para cá para desviar ou ver desviar dinheiro de uma IPSS para o futsal. Isso não existe, nem pode existir. Temos apoios para a área desportiva e alugueres do pavilhão que nos permitem cobrir as despesas que todos têm com o futsal. Que fique bem claro que não sai, nem pode sair, qualquer dinheiro da área social para a desportiva.

Plantel 2005/06
Os campeões da AF Coimbra regressam aos campeonatos nacionais com a confiança em alta. Sem que o plantel esteja fechado, César Minas já tem oito reforços, conseguindo ainda manter a "espinha-dorsal" da equipa que conquistou a "dobradinha" em 2004/05. A 1 de Setembro arrancam os trabalhos.

Nuno Santos --- Guarda-redes -- S. João
David ----------- Guarda-redes -- Cernache
Hugo Marques - Guarda-redes -- Académica
Nini --------------- Jogador campo -- S. João
Zé João ----------- Jogador campo -- S. João
Ruben Fonseca -- Jogador campo -- S. João
Jardel ------------- Jogador campo -- S. João
Rafa -------------- Jogador campo -- S. João
Bruno Guardado - Jogador campo -- S. João
Paulo Silva ------ Jogador campo -- S. João
André Vilar ----- Jogador campo -- S. João
Elísio Fidalgo --- Jogador campo -- juniores
Nélson ----------- Jogador campo -- Cernache
Ruben Alves ---- Jogador campo -- Real Conchada
Bruno Nascimento - Jogador campo -- Alfarelense
Ricardo Pratas -- Jogador campo -- Penelense
Renato ----------- Jogador campo -- Mir. Corvo

Treinador: César Minas
Trein. adjunto: António Mendes
Trein. guarda-redes: Francisco Pimenta
:: RICARDO SANTOS 7:21 PM [+] ::
...
:: Quarta-feira, Junho 29, 2005 ::


:: RICARDO SANTOS 9:27 AM [+] ::
...
:: Quinta-feira, Junho 16, 2005 ::
Os 22 golos em seis jogos atestam a sua qualidade
JOÃO GONÇALO É UMA "MÁQUINA" DE FAZER GOLOS



O Vilaverdense é um "habitué" nas Fases Finais dos diversos campeonatos distritais, todavia, nunca se havia sagrado campeão. Este ano, os juvenis resolveram acabar com a "enguiço" e ergueram o ceptro. O jovem João Gonçalo acabou por ter um papel decisivo ao apontar 45 golos na distrital. A 1.ª fase da Taça Nacional, os dotes de goleador mantiveram-se e em seis jogos apontou nada mais, nada menos do que 22 golos. A Académica de Viseu foi a sua maior "vítima": 16 "tiros" certeiros

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Qual a sensação de entrar na história do Vilaverdense com a conquista do primeiro título de juvenis?
João Gonçalo (JG)
- Foi uma honra para mim estar englobado num grupo orientado pelo mister Carlos Pinto e restantes membros da secção. O trabalho realizado resultou numa época positiva.

DC - Como avalia a prestação do Vilaverdense na Taça Nacional de Juvenis?
JG - Tivemos uma prestação muito positiva. Se no início nos dissessem que isto iria acontecer nós, provavelmente, não iríamos acreditar. Com o evoluir da temporada os resultados começaram a aparecer e o grupo começou a acreditar que era possível.

DC - Qual foi a melhor e a pior partida nesta estreia do Vilaverdense na Taça Nacional?
JG - O melhor jogo foi contra o União Coimbrão. Ganhámos por 7-3 e marquei quatro golos. O pior foi contra o Ladoeiro, no terreno deles. Perdemos 4-6 e tudo correu mal.

DC - Como foi possível apontar tantos golos numa prova que se julga equilibrada?
JG - Só foi possível com a ajuda dos meus colegas e com o trabalho semanal. Nunca nos podemos esquecer que o futsal é um desporto colectivo.

DC - Conhecendo o Ladoeiro, quais as hipóteses dos albicastrenses agora nas meias-finais?
JG - Apesar de reconhecer o valor do Ladoeiro, nesta fase da prova já não existem favoritos. Julgo que as hipóteses estão repartidas igualmente para cada equipa.

DC - Que meta pretende atingir no futsal?
JG - O meu objectivo é jogar ao mais alto nível e, se possível, representar a selecção nacional.

BI
Nome:
João Gonçalo da Silva Cardoso
Data de Nascimento: 12 de Julho de 1988
Local: Figueira da Foz
Percurso: Buarcos, Naval e Vilaverdense
Número favorito: 10
Golos esta época: 45 distrital e 22 na Taça Nacional

Golos na Taça Nacional de Juvenis
Ladoeiro (c) --- 3-3 -- 1
Coimbrão (f) ---3-1 -- 1
Ac. Viseu (c) --- 7-4 -- 4
Ladoeiro (f) ---- 4-2 -- 0
Coimbrão (c) --- 7-3 -- 4
Ac. Viseu (f) --- 3-20 -- 12
:: RICARDO SANTOS 12:44 PM [+] ::
...
:: Quarta-feira, Abril 27, 2005 ::
Russo foi determinante na conquista do título de juniores
UM "CZAR" ENTRE OS ESTUDANTES


É um dos maiores talentos do futsal distrital jovem conimbricense. A Académica conquistou o título de juniores e teve em Russo um elemento fulcral no seu sucesso. Grande performance táctica, técnica bem "requintada" e um "sentido" de baliza apuradíssimo - treze golos nos seis jogos da Fase Final - são predicados aplicáveis ao "estudante". A estreia na Taça Nacional correu pelo melhor e Russo coloca a equipa na rota do título. Ambição ilimitada...

Ricardo Santos


Diário Coimbra (DC) - Qual é a sensação de se sagrar campeão no ano de estreia na Académica?
Russo (R) -
Foi muito boa, estou à espera de conquistar ainda mais títulos. Estou a adorar a experiência.

DC - Como foi a adaptação à cidade de Coimbra?
R -
Apenas foi complicado por ter de deixar os meus pais e a restante família. De resto, a adaptação correu bem, pois os meus colegas são bons e apoiaram-me. Isto tornou-me mais adulto, pois estou a viver sozinho o que me dá mais responsabilidades.

DC - Quais os projectos desportivos que tem traçados para o seu futuro?
R -
Para já, quero ser campeão nacional de juniores. Como para o ano ainda sou júnior tenho nova oportunidade para ganhar o campeonato. Depois é tentar chegar aos seniores que espero que subam de divisão para jogar na primeira liga.

DC - A ambição de conquistar o título nacional começou com uma vitória folgada ante o Ac. Viseu e com um "hat-trick" pessoal. Como analisa a estreia?
R -
Foi boa em todos os aspectos. Correu-nos tudo bem e acabámos por ganhar por margem folgada. A nível individual não entrei bem no jogo, pedi para sair e depois as coisas correram-me bem melhor.

DC - Segue-se a formação Gafanha. Como antevê esse duelo?
R -
Temos de vencer obrigatoriamente os próximos dois jogos, pois são em casa. Caso isso aconteça apuramo-nos logo para as meias-finais.

DC - Como é que o grupo encarou o sorteio?
R -
Estes adversários foram-nos algo favoráveis, pois há adversários mais fortes nos outros grupos. Este acabou por ser o mais acessível.

DC - Caso confirmem a passagem às meias-finais, vai surgir um adversário com "mais peso". Tem alguma preferência?
R -
Talvez o Sporting Pombal.

Nome: Bruno Miguel Azenha Rodrigues (¿Russo¿)
Data de Nascimento: 1 de Março de 1987
Local: Figueira da Foz
Percurso: S. Tomé e Académica
Posição: Ala/Pivot
Número: 10

Golos na Fase Final
1.ª -- S. João (f) ---------- 2-3 -- 1
2.ª -- Vilaverdense (c) ---4-4 -- 0
3.ª -- Domus Nostra (c)- 7-1 -- 3
4.ª -- S. João (c) --------- 4-6 -- 3
5.ª -- Vilaverdense (f) ----2-1 -- 2
6.ª -- Domus Nostra (f)- 5-2 -- 4

Golos na Taça Nacional
1.ª -- Ac. Viseu (f) -- 2-6 -- 3
:: RICARDO SANTOS 9:52 AM [+] ::
...
:: Sexta-feira, Março 25, 2005 ::
Pichel e Fontes envergam a "braçadeira de capitão" em equipas de sucesso
COM A SUBIDA NO HORIZONTE


A Académica, na II divisão, e a UD Tocha, na III divisão, entram nas derradeiras seis jornadas com a possibilidade de discutir a subida de escalão. Pichel e Fontes fazem, no entanto, questão de realçar o valor dos "obstáculos" que ainda faltam ultrapassar. Se os colectivos têm patenteado a sua qualidade, individualmente, Pichel e Fontes têm revelado grande apetência pelo golo

Ricardo Santos

Pichel acredita no grupo de trabalho
"Na máxima força para as últimas seis finais"

Diário Coimbra (DC) - A vitória em Nogueiró fez a Académica pensar ainda mais na subida?
Pichel (P) - Era muito importante lá ir ganhar. O Nogueiró ficou a seis pontos e já se começam a definir quatro/cinco equipas para a luta final. Para o moral da equipa foi óptimo, pois apesar do resultado (3-7) foi uma vitória sofrida.
DC - Que análise faz aos últimos seis jogos?
P - Os próximos três jogos são frente a equipas que estão em baixo na tabela. Se queremos subir à I divisão é muito importante somar mais nove pontos no final destes jogos. Depois defrontamos adversários "directos" na luta pela subida. Certo é que vamos entrar para ganhar nos seis jogos.
DC - Tendo em conta a valia dos adversários, quais são as hipóteses da Académica ter sucesso?
P - Se nós chegámos até aqui com as condições que tivemos. Tudo é possível para estas seis finais. Acredito que vamos subir à I divisão.
DC - Se tal não vier a acontecer, como é que a equipa vai encarar isso?
P - Acho que vai encarar de uma maneira positiva, uma vez que no projecto que está feito a subida é o objectivo do próximo ano. No entanto, se houver já essa hipótese não vamos enjeitá-la.
DC - Este ano tem conseguido muitos golos. A que se deve a "veia goleadora"?
P - O bom momento da equipa e os resultados que temos conseguido influenciam o desempenho de cada um. Felizmente tenho tido a oportunidade de marcar em mais ocasiões do que é normal. Espero continuar assim para ajudar a Académica.
DC - Apesar da equipa estar no topo, nem sempre contou com todo o grupo operacional. A que se deveram tantas lesões?
P - Este ano foi muito complicado, depois de na época passada quase não termos tido lesões. A certo momento, até falámos que as "bruxas" andavam à volta da equipa. Os métodos de trabalho não mudaram, por isso não há uma justificação lógica para isso.
DC - No entanto, equipa entra na recta final a 100%.
P - Agora está tudo operacional. E também contamos com o regresso do João Filipe. Estamos na máxima força para as últimas seis finais
DC - Durante as eleições para a direcção da Académica falou-se muito de futsal. Como está a situação entre a direcção e a secção de futsal?
P - Agora vê-se que há pessoas interessadas no futsal e preocupadas em dar-lhe um futuro. Antes de subirmos à I divisão, há que estruturar bem a secção para que não apareçam problemas depois.
DC - Entretanto, a Mancha Negra voltou a estar ao lado da equipa.
P - Isso é muito importante. Nos jogos em "casa" pouco apoio sentíamos da claque, mas nos últimos jogos eles têm marcado presença e isso é muito benéfico.

BI
Nome:
Luís Miguel Marques Antunes ("Pichel")
Data Nascimento: 13/3/1976
Local: Cholet, França
Percurso: Académica

Os 19 golos de Pichel
A. Criança (c)........8-5.....2
Nogueiró (c)...........3-3.....1
Gafanha (f).............0-5.....2
Paredes (c).............8-4.....3
ARCA (f)...............6-3.....1
Rio Ave (c).............5-2.....1
Novasemente (f).....3-9.....3
Monte Pedras (c)..10-2.....3
Nogueiró (f)............3-7.....3


Fontes realça excelente época, mas para pensar na subida...
"Os próximos três jogos são fundamentais"


Diário Coimbra (DC) - Qual a importância da vitória sobre o Alcaria para o grupo de trabalho?
Fontes (F) - Para nós teve vários significados. Cimentámos a nossa posição relativamente às outras equipas. O Alcaria esteve em vantagem, mas jogou sempre na defensiva, na "retranca" e nós acabámos por dar a volta ao resultado. Depois, era Dia do Pai e unimos ainda mais o grupo para dedicar a vitória ao Jorge Cruz, que perdeu o filho no ano passado.
DC - A UD Tocha quer mesmo ¿atacar¿ a subida?
F - No íntimo de alguns jogadores, directores e sócios, naturalmente que sim. Mas temos noção que, face aos jogos que ainda faltam, é muito complicado. Vamos ver jogo a jogo.
DC - Que análise faz aos últimos seis compromissos da equipa?
F - Nós defrontamos agora o Lameirinhas, o Grijó e o Valadares. Assim, os próximos três jogos são fundamentais e só depois deles se poderá dizer algo mais concreto relativamente à subida.
DC - Quais os pontos positivos e negativos que destaca na campanha da UD Tocha até ao momento?
F - O ponto mais baixo foi logo no início. A pré-época foi mesmo "assustadora". Nada saía bem, nem contra equipas superiores, nem frente a equipas, teoricamente, inferiores. Isso reflectiu-se no início de campeonato. Depois, começámos a subir e a aproximarmo-nos do topo. As equipas começaram a sair da Tocha com o "saco cheio" e cada vez mais se nota que os nossos adversários se "salvaguardam" quando nos visitam.
DC - A nível individual a época também tem corrido bem. Até ao momento já tem quinze golos apontados e é um dos melhores marcadores da equipa.
F - Se eu for a analisar as épocas que fiz anteriormente, elas também foram produtivas. No ano passado fui o segundo melhor marcador da equipa na distrital. Os golos têm aparecido porque tenho jogado com confiança e trabalho bem.
DC - Caso a subida não se consume, como vai ser a reacção do grupo?
F - A grande maioria encarará da melhor forma, pois estamos a fazer um campeonato excelente. Com excepção de dois ou três jogadores que vieram este ano, nenhum dos outros obteve tão bons resultados. No entanto, se acabarmos por não subir ficará sempre a sensação que poderíamos fazer mais.
DC - Muitas das equipas demoram a "adaptar-se" à realidade dos campeonatos nacionais quando provêm da distrital, todavia, a UD Tocha parece não ter tido dificuldades.
F - Este ano tivemos uma coisa que jogou a nosso favor. Formámos um grupo de amigos muito bom e à experiência deste grupo juntaram-se jovens que têm escola no futsal. Aprendemos todos muito. O Ricardo Soles trouxe qualidade de futsal à equipa que nós não ainda tínhamos. E isso com novos e bons métodos de trabalho.
DC - Como referiu, o Ricardo Soles trouxe qualidade, mas foi João Moura que comandou a equipas na "dobradinha" da distrital. Como é que o plantel encarou a saída de um treinador que campeão?
F - Foi uma situação delicada. Pelo que chegou ao grupo de trabalho, a direcção estava à espera que ele ficasse, mas também não deu o primeiro passo. O mister João Moura teve a oportunidade de agarrar um bom projecto e foi para o União de Coimbra. Pessoalmente, julgo que se poderia ter dado mais louvor ao João Moura.
DC - Curiosamente, a sua ligação à UD Tocha não se restringe ao futsal. Como é que tem acompanhado o futebol 11?
F - Tal como nós no futsal, eles também vão ter jogos decisivos, mas para assegurarem a manutenção. Aproveito para lhes desejar muita força e espero que atinjam os objectivos. Realço que o apoio da massa associativa, nesta fase, será muito importante tanto para o futsal como para o futebol 11.

BI
Nome:
Paulo Miguel Pessoa Fontes
Data de Nascimento: 24/11/73
Local: Cantanhede
Percurso: Marialvas, Cadima (fut11) e UD Tocha

Os 15 golos de Fontes
Unidos Estação (c).....4-1.....1
U. Chelo (c)...............4-3.....1
Tabuaço (c)...............6-2.....1
Jaca (f)......................5-6.....1
Grijó (f).....................4-2.....1
Ac. Viseu (c).............9-6.....2
ARCA (f)..................3-6.....1
Unidos Estação (f).....3-6.....1
Real Conchada (c).....8-1.....2
U. Chelo (f)...............7-5.....1
Jaca (c).....................7-5.....2
Alcaria (c).................4-3.....1
:: RICARDO SANTOS 3:00 PM [+] ::
...
:: Segunda-feira, Março 14, 2005 ::
Ruben Fonseca é goleador no S. João, mas pensa em "voos" mais altos
"QUERO FAZER CARREIRA NO FUTSAL"


Veste a camisola do S. João, clube que lidera a Divisão Honra da AF Coimbra, ainda tem idade de júnior e é um goleador nato. Tem talento dos pés à cabeça e já é internacional português. Ruben Fonseca contabiliza 31 golos no campeonato e 9 na Taça AFC. O regresso aos juniores está, por agora, colocado de parte e o futuro passa pelo profissionalismo... no futsal. Para breve, pode estar o tão almejado salto para a I divisão nacional. O "miúdo" é mesmo craque!

Ricardo Santos


Diário Coimbra (DC) - No início da época houve propostas para saíres do S. João e disputares campeonatos nacionais, porque continuas-te?
Ruben Fonseca (RF) - Eu tive convites da Académica e do Cernache, mas resolvi continuar. Primeiro, gosto muito das pessoas do S. João, depois, deram-me melhores condições que nas outras equipas, e assim também fiquei perto de casa. Penso que, na zona de Coimbra, o S. João é dos clubes que tem e oferece melhores condições.

DC - Qual é a fórmula para tantos golos?
RF - O instinto.

DC - Como encaras o facto de teres idade de júnior e jogares assiduamente pelos seniores?
RF - Acho normal. Pertenço aos seniores pela segunda época. Tanto no ano passado, na 3.ª divisão, como este ano, na Divisão Honra, os treinadores têm apostado em mim.

DC - Há a possibilidade de jogares pelos juniores na Fase Final do campeonato distrital?
RF - Eu não quero jogar pelos juniores. Não me dou bem com alguns jogadores, por isso não devo ser chamado para jogar na Fase Final.

DC - Quais as diferenças que encontras relativamente ao ano passado?
RF - Julgo que este ano o campeonato é um pouco mais fácil. No ano passado, havia mais competitividade entre os clubes. Esta época, o nosso principal rival é a Granja Ulmeiro, mas há que contar com a Granja Ulmeiro e Vila Verde.

DC - A entrada de alguns jogadores ex-Real da Conchada trouxe mais experiência ao seio do plantel. Com quem é que tens aprendido mais?
RF - O Nini sabe muito tacticamente e eu entendo-me muito bem com ele.

DC - O teu percurso começou no futebol 11 do União de Coimbra. Porquê a opção pelo futsal?
RF - Eu fui "queimado" no futebol 11. Diziam que tinha bons pés, mas que não tinha físico e só me colocavam a jogar nas segundas partes. Por isso experimentei o futsal e, com isso, já representei Portugal.

DC - Contas voltar a vestir a camisola da Selecção Nacional?
RF - Foi um orgulho para mim representar Portugal. O sr. Mário, secretário de futsal da Federação Portuguesa de Futebol, disse-me que, em princípio, vão fazer um torneio sub-21 em que poderia voltar à selecção. Ainda não há certezas, mas é claro que gostava.

DC - As duas internacionalizações deram-te Estatuto de Alta Competição. Como pensas usufruir dele?
RF - Eu estou no 12.º ano e se passar poderei entrar na universidade. Gostava de seguir um curso na área da saúde, talvez enfermagem. Se não der, a segunda opção é desporto.

DC - Como avalias a participação da AF Coimbra no Torneio Inter-Associações de Sub-19, que decorreu no Algarve?
RF - A nível individual, julgo que foi positivo. Não estive ao meu melhor nível, mas trabalhei muito. A nível colectivo, tivemos azar em perder contra Braga nos penalties. Caso não tivesse acontecido teríamos disputado o 5.º e 6.º lugares.

DC - A tua participação no jogo contra Viana do Castelo foi muito controversa. Estavas ou não em condições para jogar?
RF - Eu sentia-me em condições de jogar. Na primeira parte, joguei 12 dos 15 minutos e em bom nível. Estávamos a ganhar 2-0. Na segunda parte, acho que entrei tarde demais. Joguei os últimos quatro minutos, a equipa já tinha sofrido golos e estava desorientada. Julgo que deveria ter jogado mais nesse jogo, pois assim não teria acontecido o que aconteceu, empatarmos com Viana do Castelo.

DC - Para o ano, já há projectos?
RF - Gostava de sair para um clube melhor, caso contrário não vale a pena. Há a hipótese de ir para um bom clube, mas para já continua tudo incerto.

DC - Qual é o teu sonho?
RF - Eu quero fazer carreira no futsal. Tenho como objectivo jogar num clube da I divisão nacional, de preferência num dos grandes como o Benfica ou Sporting. Para isso vou trabalhar muito.

BI
Nome:
Ruben José Lopes Lino da Fonseca
Data Nascimento: 21 de Novembro de 1986
Local: Coimbra
Percurso: União de Coimbra (fut11) e S. João.
Internacionalizações: 2 pelos Sub-18 (Andorra e Itália)
Número: 10
Ídolo: André Lima

A arte do golo
Ruben Fonseca já leva 31 golos na Divisão Honra, decorridas que estão quinze jornadas, aos quais se juntam mais 9 tentos nos quatro encontros da Taça AFC. O "artilheiro" de Pé de Cão só não marcou em dois jogos. O Paionense (9 golos) e o Alfarelense (8), entre campeonato e taça, foram os que mais sentiram o "poder de fogo" deste jovem.


Jorn. -- Jogo --------------------- result. -- golos

1.ª --- Alfarelense-S. João -------- 0-7 -- 4
2.ª --- S. João-Lagonense -------- 8-6 -- 4
3.ª --- S. João-Matos -------------- 6-0 -- 2
4.ª --- U. Alhadense-S. João ----- 2-1 -- 1
5.ª --- S. João-Vila Verde ----------1-5 -- 1
6.ª --- Tapeus-S. João ------------- 2-4 -- 1
7.ª --- S. João-G. Ulmeiro --------- 3-2 -- 2
8.ª --- Miro-S. João ---------------- 4-7 -- 3
9.ª --- S. João-Paionense --------- 3-1 -- 1
10.ª -- Serpinense-S. João ------- 1-7 -- 3
11.ª -- S. João-CRI Alhadense -- 4-3 -- 4
12.ª -- S. João-Alfarelense ------- 3-2 -- 3
13.ª -- Lagonense-S. João ------- 1-4 -- 0
14.ª -- Matos-S. João -------------- 0-2 -- 1
15.ª -- S. João-U. Alhadense ---- 5-1 -- 1

Taça AFC
1.ª eliminatória

Paionense - S. João -- 2-9 -- 6
S. João - Paionense -- 4-1 -- 2
2.ª eliminatória
Alfarelense - S. João -- 3-4 -- 0
S. João - Alfarelense -- 6-2 -- 1
:: RICARDO SANTOS 9:40 AM [+] ::
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:: Sexta-feira, Janeiro 14, 2005 ::
Gouveia e Ferrão estiveram em destaque na Taça de Portugal
ELES TAMBÉM SABEM MARCAR


Não são casos únicos no futsal português, mas é sempre relevante quando um guarda redes marca um golo. Nuno Gouveia apurou a Académica para a III eliminatória da Taça de Portugal ao marcar por duas vezes ante o Piratas Creixomil. Já Pedro Ferrão inaugurou a contagem no Barreiro, frente ao 1.º Maio, mas tal feito não se tornou decisivo. A partir de agora, eles não vão hesitar quando tiverem hipótese de voltar a facturar.

Ricardo Santos


Nuno Gouveia e o bis de Guimarães
"SÃO MOMENTOS INDISCRITÍVEIS"


Diário Coimbra (DC) - O que sentiu quando marcou os golos?
Nuno Gouveia (NG) - Uma alegria muito grande. Foi um contributo enorme para a equipa. São momentos que por não serem normais, são indiscritíveis.
DC - O primeiro golo (2-2) acabou por ser fundamental, visto que conseguiu levar a equipa para o prolongamento. Como se desenrolou o lance?
NG - Estamos a jogar com cinco de campo. Ganhamos superioridade numérica em cima da área deles e deixam-me na cara do outro guarda-redes, depois foi mandar um "bico" lá para dentro. Nós costumamos treinar isso durante a semana, pois o professor Batista obriga-nos a trabalhar isso. Não é normal é ser o guarda-redes a finalizar.
DC - O que disseram os colegas por ter marcado dois golos?
NG - No final do jogo foi só rir. Telefonámos para o Luisinho a cantar que Gouveia era o "matador". Rimo-nos muito, pois, como já disse, não é uma situação normal.
DC - Vai tentar arriscar mais vezes?
NG - Quando for necessário vou. Era bom que não tentasse muitas vezes, pois normalmente o guarda-redes sobe no campo quando estamos a perder.
DC - O que deseja para a próxima eliminatória?
NG - O Benfica no OAF [ndr: Pavilhão Eng.º Jorge Anjinho]. Ou então uma equipa fraquinha que não nos dê muito trabalho [risos].
DC - No campeonato, até onde pode ir a Académica?
NG - A mim não me passa outra coisa pela cabeça que não seja a subida. Mas os orçamentos das equipas relativamente a nós pode vir a fazer a diferença. Não é o que se paga aos jogadores, mas o que há "extra futsal". O nosso primeiro teste vai ser já com a Mocidade d¿Arrábida.
DC - Partilha da ideia que a temporada 2003/04 foi a "época da sua vida"?
NG - Partilho. Sem dúvida alguma, foi fantástica.
DC - Como encaras a concorrência de João Manuel?
NG - O João Manuel é a "máquina do futuro". Sem ele não existia Gouveia, pois quem olha para mim a defender tem de perceber que há uma concorrência muito forte. O João Manuel abre o peito, olha-me de frente e "vamo-nos matar pelo lugar". Posso dizer que nunca tive uma concorrência assim. Agora começa a aparecer o João Bernardes. Treino após treino ele está a ganhar o seu espaço.
DC - Até quando podemos ver o Gouveia em acção?
NG - Não estou a pensar em acabar a carreira brevemente. Já no ano passado falava voltaria ao Cernache, pois tenho uma dívida para pagar ao Eng. Marques Lapa, ao Sr. Manuel e ao Miguel Tente. Foi uma fase menos boa e eles ajudaram-me muito. Quando lá voltar é para jogar a sério e fazer uma época em grande, pois o que eles fizeram por mim não se paga com palavras nem com dinheiro.
DC - Sonho que ainda quer realizar no futsal?
NG - Subir à I divisão com a Académica.

Pedro Ferrão nem acreditou quando abriu o activo no Barreio
"FUI FESTEJAR PARA O BANCO"


Diário Coimbra - O que é que pensou antes de rematar para a baliza?
Pedro Ferrão (PF) - A bola sobra de um ressalto após um canto do 1.º Maio. Fico à entrada da área, com os meus colegas todos marcados e com o guarda-redes deles a recuar. Arrisquei e correu bem.
DC - Esta não foi a primeira vez que tentou.
PF - Não em Tires mandei uma bola ao poste, com o Marinhais passou a arrasar a trave, desta vez só festejei mesmo quando bateu no fundo das redes.
DC - Qual foi a sensação?
PF - Fiquei eufórico e fui festejar para o banco.
DC - O jogo acabou por não correr pelo melhor.
PF - Depois do meu golo a equipa recuou muito e eles são mesmo muito fortes. Eles chegaram ao 3-1 e quando acreditámos novamente já fomos tarde. Depois quando nos aproximávamos no marcador alguém nos impedia de fazermos mais. Houve faltas inexistentes marcadas contra nós e um lance em que o Paulito vai isolado é rasteirado e o árbitro apenas mostra amarelo. Estava 5-4. Enfim...
DC - A partir de agora vai olhar mais para a baliza contrária?
PF - Vou continuar a tentar. Pode ser que continue a ter sorte. Mas não me vou esquecer que antes tenho de defender as minhas redes [risos].
DC - Como é que as pessoas do clube reagiram ao seu golo apesar da derrota?
PF - Brincámos muito. Nos treinos tento várias vezes e já falávamos disso.
DC - Como avalia a posição em que o Cernache se encontra no campeonato?
PF - Não podemos atribuir a responsabilidade a mais ninguém, ela tem de ser atribuída a nós próprios. Temos qualidade para estar lá em cima, não é a meio da tabela, é mesmo lá em cima. Temos tido falta de sorte. No jogo com o Amarense tiraram-nos três pontos e impossibilitara-nos de discutir o jogo em Sintra com o Real, pois ficámos sem quatro jogadores importantíssimos.
DC - Os próximos dois jogos, contra Aldeia Velha e Os Indomáveis, ganham contornos decisivos.
PF - São duas finais de Ligas dos Campeões que temos de ganhar.
DC - A paragem de Natal e Fim de Ano foi benéfica para a equipa?
PF - Quando vi que íamos parar muito tempo pensei que não era bom. Estávamos a recuperar os índices de confiança que tínhamos perdido. Mas agora com o 1.º de Maio demos boa resposta, pois não e fácil marcar cinco golos àquela equipa.
DC - Como avalias os outros guarda-redes do Cernache?
PF - São dois grandes guarda-redes. Qualquer um deles que estivesse na baliza fazia tão bem ou melhor que eu. Em todos os treinos aprendo muito com eles.
DC - A entrada no futsal foi tardia, mas agora onde quer chegar na modalidade?
PF - Eu sempre gostei de jogar futebol e ia sempre à baliza, mas optei pelo basquetebol. Depois de ter deixado de jogar participei em torneios e fui para a Académica. Quanto ao futuro quero ganhar alguma coisa no Cernache. Quero títulos.

BI
Nome:
Nuno Miguel Lima Gouveia
Data de Nascimento: 01/06/1973
Local: Coimbra
Percurso: Real Conchada, Condeixa, Cernache e Académica.

Nome: Pedro Jorge Novais Ferrão
Data de Nascimento: 31/07/1981
Local: Coimbra
Percurso: Académica e Cernache.

Como eles se vêem...
O Diário Coimbra propôs que os guardiões de Académica e Cernache se avaliassem e nenhum teve problemas em elogiar o outro. A sinceridade e a honestidade imperaram.

Nuno Gouveia avalia Pedro Ferrão

"O Ferrão é um belíssimo guarda redes. O meu amigo Paulo Alves fala-me muito dele e neste momento ele faz a diferença no Cernache. No ano passado, a Académica não ganha em Cernache porque ele fez uma extraordinária segunda parte."
Pedro Ferrão avalia Nuno Gouveia
"Ele é fantástico. Sempre que dava ia ver os jogos da época passada e fiquei espantado com as capacidades deles. Tem um sentido de baliza fabuloso. Não tirando mérito aos golos do Luisinho, foi muito importante o trabalho do Nuno na baliza."

Torneio Solidariedade
Nuno Gouveia e Pedro Ferrão foram os guardiões mais votados numa weblog de futsal. Tal permitiu-lhes participar no Torneio de Solidariedade "Acreditar no Futsal". O carácter solidário da iniciativa não os deixou indiferentes.
Nuno Gouveia: "Adorei, foi fantástico. Foi um privilégio para minha pessoa ajudar através de algo que gosto imenso que é a prática desportiva. É uma iniciativa para continuar. Gostei bastante."
Pedro Ferrão: "Foi um privilégio, uma honra muito grande. Senti que muitos outros gostavam de lá estar. Eu tive a honra de estar presente."
:: RICARDO SANTOS 8:20 AM [+] ::
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:: Quarta-feira, Janeiro 05, 2005 ::
Rui Fonseca avalia participação de Coimbra no torneio do Algarve
"RESPONSÁVEIS ASSOCIATIVOS NÃO FORAM PARA NOS AJUDAR"

A entrevista de António Jesus, director para o futsal da Associação de Futebol de Coimbra (AFC), ao Diário Coimbra não "caiu no goto" de Rui Fonseca. O seleccionador distrital de sub/19 critica a posição dos responsáveis associativos que acompanharam a equipa e confessa que a sua escolha para comandar os sub/19 nunca foi do agrado de António Jesus. A deslocação ao Algarve parece ter afastado definitivamente treinador e director. Uma coisa é certa, apesar das críticas continuará a comandar a selecção da AFC.

Ricardo Santos


Diário Coimbra (DC) - No torneio nacional inter-associações do Algarve a AFC ficou na 11.ª posição. Considera que soube a desilusão esta campanha?
Rui Fonseca (RF) -
Em termos desportivos não. Perdemos 2-1 com Lisboa que ganhou a final por 8-1. Empatámos com Viana do Castelo, num jogo onde merecíamos ganhar. Com Braga perdemos nos penalties e goleámos Santarém. Marcámos 13 golos, sofremos 9. Agora em termos classificativos foi fraco, mas há que ver a estrutura do torneio. Houve selecções fracas que foram "beneficiadas" com o grupo em que calharam e acabaram em quinto/sexto. A nível desportivo dignificámos bem a AF Coimbra.

DC - A deslocação ao Algarve não correu pelo melhor na relação entre o director e o treinador?
RF - Eu já ia de "pé atrás", porque eu julgo as pessoas pelo que fazem e não pelo que dizem. Estava tudo marcado para que a selecção partisse às 8h00 de sábado, mas o sr. Vítor Lopes disse-me que havia um aval da Federação para irmos na sexta-feira. Saíamos depois de almoço, descansávamos lá e no dia seguinte tínhamos jogo. Mas não aconteceu. Um erro crasso do sr. António Jesus, por não ter disponibilidade para ir, obrigou a equipa a ir no sábado, a fazer viagem de cinco horas, almoçar e jogar à tarde. Quando lá chegámos, o sr. António Jesus e o sr. Amândio Rodrigues juntaram-se e fizeram a distribuição dos quartos sem me perguntarem nada. Nunca vi ser um director a tomar essas decisões.

DC - E isso reflectiu-se no jogo inaugural?
RF - Frente a Lisboa, que já lá estava de véspera, perdemos 2-1. No final, o seleccionador nacional, Orlando Duarte, veio dar-me os parabéns pelo trabalho que fiz. Devo confessar que deve ter sido a primeira vez que Coimbra conseguiu meter Lisboa no "buraco".

DC - Frente a Viana do Castelo falou-se na utilização Ruben Fonseca quando não estava bem. O que se passou?
RF - Antes do jogo com Viana do Castelo fui com o Ruben falar com o médico da selecção nacional, quando deveria ser um director a fazê-lo, que me disse que ele estava apto a jogar, apesar de ter estado indisposto. Coloquei-o na equipa base, jogou 12 minutos e estamos a ganhar 2-0 ao intervalo. O meu erro foi ao intervalo. Assumo isso, porque desviei as minhas ideias e fiei-me nos outros. Coloquei outros jogadores que os senhores directores haviam falado e a equipa foi penalizada. Assumo que por ter tido em conta o que disseram errei e a equipa empatou.

DC - A selecção ficou logo a lutar pelos últimos lugares.
RF - Sim, tivemos azar até no desempate pela diferença de idades. Contra Braga foi um jogo aberto, "taco-a-taco". Depois do 2-2, perdemos nos penalties como poderíamos ter ganho. Frente a Santarém, o sr. António Jesus começou a dizer na carrinha - a caminho de Loulé - que íamos perder e que a classificação ia ser muito má. Qual é o director que desmotiva os jogadores desta maneira? O azar dele é que ganhámos 7-2.

DC - Fala em "azar dele", então o António Jesus não queria que a selecção ganhasse?
RF - Ele e o sr. Amândio Rodrigues não foram para me ajudar, foram para me mandar abaixo. É lamentável o que ele fez na carrinha.

DC - No planeamento de treinos dos sub/19 teve alguns problemas?
RF - Antes do torneio da Lourosa, só fiz sete treinos, onde cinco dos quais eu é que tive de arranjar pavilhão. Tivemos de fazer vários jogos treino e apenas tivemos a hipótese de fazer um treino-conjunto entre os seleccionados, o que é muito pouco. Mas no torneio conseguimos a melhor classificação de sempre, o que não foi referido. No planeamento que fiz, tive de exigir dois treinos semanais e se os tive foi devido ao sr. Vítor Lopes que me apoiou, pois o sr. António Jesus não queria. Enquanto esse senhor estiver à frente do futsal na AFC as nossas selecções não vão a lado nenhum.

DC - Mas se havia um plano de trabalhos, quais os motivos de não haver local para treinar?
RF - O responsável pelo futsal [ndr- António Jesus] nem sequer se preocupou em marcar local para treinarmos. Aliás, dos sete treinos ele compareceu em dois.

DC - O facto de António Jesus assumir que tinha falado com outras pessoas para o comando das selecções desagradou-o?
RF - Peguei na selecção distrital a convite de Vítor Lopes, logo não estou no cargo com o agrado de António Jesus. Ele tem uma maneira muito própria de estar no futsal. Quer trabalhar com quem ele possa meter a "mão em cima". Quer fazer as selecções, chamar este ou aquele jogador. Eu quando peguei na selecção deixei bem claro que eu é que escolhia os jogadores. Chamo quem está melhor e não "A", "B" ou "C" por imposição.

DC - "O trabalho dos clubes reflecte-se na selecção". Concorda?
RF - Eu não digo mal dos treinadores dos outros clubes, mas na minha perspectiva na formação peca-se na metodologia de treinos. Por exemplo, o Porto tem 50/60 jogadores para serem opção, eu tenho 12 e desses nem todos estão ao mesmo nível. Eu gostava de ir a vários clubes buscar jogadores, que isso é uma selecção, mas na selecção já não se pode chamar por "carolice". Já há futsal de bom nível nas selecções e não se pode brincar.

DC - Depois disto vai continuar na selecção?
RF - Fui convidado pelo sr. Vítor Lopes a continuar na selecção. Sei que vou ter problemas com esses senhores novamente, mas vou continuar. Sou treinador de nível I, mas com vários cursos de reciclagem, onde estive com pessoas como Adil Amarante. Quem é o sr. Amândio Rodrigues? Ele teve uma equivalência e é seleccionador distrital. Eu tenho bons mestres na actualização de conhecimentos, por isso quero continuar a dar o meu melhor pela da Selecção de Coimbra.
:: RICARDO SANTOS 12:36 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Janeiro 03, 2005 ::
Implementada que está a modalidade no distrito de Coimbra
"ESTAMOS A APOSTAR NA QUALIDADE"


António Jesus é o responsável pelo futsal na Associação de Futebol de Coimbra (AFC), órgão que tutela todo o futebol/futsal da região. Apesar de existirem lacunas, António Jesus admite que se estão a fazer progressos e toda a direcção da AF Coimbra está empenhada em criar uma vice-presidência destinada ao futsal. Elogia o facto de se ter registado uma grande evolução no número de clubes nos últimos anos, mas nem sempre a qualidade acompanha o crescimento numérico. Vários cursos de treinadores estão para arrancar.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Como está o futsal na AF Coimbra?

António Jesus (AJ) - O futsal em Coimbra tem pernas para andar. Depois de uma fase onde a principal prioridade era fazer crescer a modalidade, agora estamos a apostar na qualidade. Insistimos na qualidade de técnicos para a formação. Têm de haver treinadores com curso em todos os clubes. Exigimos boas instalações, com a obrigatoriedade das equipas da Divisão Honra, masculina e feminina, jogarem em recintos cobertos. Não é por acaso que alguns clubes não puderam entrar m competição este ano. Não tinham os requisitos exigidos.
DC - Mas na Divisão Honra abriram-se excepções. Quais as razões?
AJ - O caso da Granja Ulmeiro, em masculinos, e do Figueiró do Campo, em femininos, posso dizer que ainda jogam nos polidesportivos por uma propostas que fiz e foi aprovada em reunião na AFC. Os clubes que jogam em polidesportivos e que sobem à Divisão Honra pela primeira vez têm um ano para resolver a sua situação, na época seguinte são obrigados a jogar em recintos cobertos.
DC - O crescimento a que já fez referência agrada-o.
AJ - É claro que agrada. Quando comecei no futsal da AF Coimbra havia cerca de 60 clubes e na temporada transacta chegámos aos 138. Este ano houve diminuição em virtude das exigências que já referi. Embora se mantenha num número considerável.
DC - A qualidade do futsal distrital aumentou de forma proporcional ao crescimento numérico?
AJ - Não e isso reflecte-se nas selecções distritais. Vemos por exemplo a selecção feminina que vai participar na designada II divisão do torneio Inter-Associações. Há um grupo de quatro/cinco equipas muito boas e depois aparecem as restantes selecções. Houve necessidade de fazer duas séries e nós vamos lutar pela subida e não pelo título nacional. Na vertente masculina estamos melhor, mas ainda assim há outras selecções que não tendo um campeonato com tantas equipas, sabem sobrevalorizar a qualidade. Eu costumo dizer, os resultados das selecções é o resultado do trabalho dos clubes. Se eles trabalharem bem, as selecções trabalham bem.
DC - A selecção de sub/19 que disputou o torneio nacional no Algarve tem jogadores que há dois anos se sagraram vice-campeões nacionais pela Académica e outros que jogam nos seniores na Divisão Honra (S. João) e nos nacionais (Vilaverdense). Coimbra ficou na 11.ª posição.
AJ - Para além de nem sempre se trabalhar bem nos clubes, também falta formação de treinadores. Se não temos treinadores de nível II ou III, excepção aos que treinam as equipas dos nacionais, é natural que também haja diferença para as outras associações. Nós temos treinadores de nível I a treinar as selecções.
DC - Como viu a participação dos Sub/19 no Algarve?
AJ - Nestes torneios da Federação Portuguesa de Futebol o sorteio é puro. Calhámos numa série em que podíamos ir disputar a final e acabámos por vir por aí a baixo. Fizemos um bom jogo contra Lisboa, onde perdemos num contra-ataque perto do fim. A nossa participação deixa logo de estar nos quatro primeiros. Viana do Castelo fez idêntico resultado com Lisboa. O jogo não iria ser fácil, visto que no ano passado goleámos e até o director deles me disse que a história não se repetiria. Assim foi, depois de estarmos a ganhar 3-1 permitimos o empate a 27 segundos do fim. Na classificação ficámos em último por desempate de idades por 53 dias. Logo aí fomos relegados para os últimos lugares. Face aos desempenhos dos anos anteriores é claro que ficámos tristes.
DC - A falta de treinadores credenciados acima do nível I também não é motivada pela falta de cursos na AF Coimbra?
AJ - Para mim, esse é um défice no nosso distrito. Nós fomos a primeira associação do país a dar um curso de treinadores de futsal e depois demos apenas mais dois/três cursos. Os outros começaram dois anos e depois e já fizeram cursos de vários níveis. Fomos ultrapassados por associações bem próximas como Leiria e Aveiro. No ano em que vamos entrar vai haver cursos de nível I e nível II. Gostava muito que houvesse uma grande adesão, pois os preços são acessíveis e convidativos e só não tira quem realmente não quer ou não pode, por falta de tempo. Estamos empenhados nessa matéria.
DC - Confirma que perspectivava chamar às selecções distritais um coordenador geral e que tal foi inviabilizado na direcção da AFC?
AJ - A minha proposta, efectivamente, era chamar alguém que tivesse o nível III ou IV para coordenar todas as selecções. Cá em Coimbra não há muitos e as opções passavam por Francisco Batista, João Pelicano ou Miguel Tente. Já ando há vários anos a acompanhar as selecções e julgo que é muito importante ter alguém com conhecimentos para delinear a temporada. Eu sou director e não coordenador e tenho feito de tudo um pouco. Era a minha proposta e apresentei-a em reunião. Ainda não foi desta, mas julgo que em breve tal poderá vir a acontecer, pois é importante para o futsal distrital.
DC - Como surgiu a hipótese da entrada de Rui Fonseca para seleccionador?
AJ - Como referi, eu abordei Francisco Batista, João Pelicano e Miguel Tente, mas uns porque não podiam e outro porque havia dificuldades na sua entrada acabei por manter o Amândio Rodrigues que tem tido sempre toda a disponibilidade para as selecções. Em virtude das datas dos torneios, falámos e os sub/19 iriam ficar com quem conhecesse a distrital. Depois de vários nomes, a hipótese recaiu sobre Rui Fonseca, também por acordo da direcção.
DC - E de Paula Rego para sub/15 e femininos?
AJ - Há já dois anos que ando a falar com ela para ela trabalhar connosco. A nível nacional, as outras associações já têm mulheres nas suas selecções, como treinadoras, massagistas ou psicólogas. A Paula Rego aceitou trabalhar com as raparigas, juntamente com o Amândio Rodrigues, mas quis trabalhar com os sub/15 masculinos, escalão com que ela trabalha na Académica.

Coimbra nos nacionais
Deveria haver três séries na II divisão

As potências do futsal estão centradas no Porto e em Lisboa. Se repararmos na I e II divisões nacionais isso é evidente. Uma equipa de Coimbra num destes patamares desloca-se jornada sim jornada não ou ao Porto ou a Lisboa. Para quem é amador isto acarreta grandes despesas. Continuo a afirmar que na II divisão nacional deveria haver três séries, por forma a que a zona centro fosse algo favorecida. As pessoas não compreendem isso. Este ano, criaram mais uma série na III divisão e voltaram a partir o mapa desportivo em dois. O Cernache e o Vilaverdense, por exemplo, estão permanentemente em Lisboa.

No seio da AF Coimbra
Vice-Presidência para o futsal

Na próxima época, na AF Coimbra vai haver uma vice-presidência para o futsal. É ideia do presidente, e eu concordo plenamente. Há muito trabalho, há muitos clubes e selecções a trabalhar quase em simultâneo o que, por si, já revela o desenvolvimento da modalidade. Para além do novo vice-presidente haverá mais cargos a ocupar com directores unicamente preocupados com o futsal. Assim, a tutela do futsal será independente do futebol 11, o que é uma vantagem organizativa para a nossa associação e nos aproxima das melhores, como a do Porto.

:: RICARDO SANTOS 5:26 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Dezembro 02, 2004 ::
Futsal - Nacional da III divisão

Beto tranquiliza adeptos, mas alerta para as dificuldades
"ESTA SÉRIE É MUITO COMPLICADA"

A temporada não tem corrido pelo melhor ao Cernache. A penúltima posição na Série C da III divisão deixa inquietos os adeptos do futsal conimbricense, mas Beto não se mostra muito incomodado. A confiança na qualidade da equipa fará com que esta posição seja provisória. O capitão de equipa faz um resumo bem positivo a seis anos de Cernache, mas levanta um ponto de interrogação em relação à continuidade na modalidade.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Na última ronda perderam 3-2 em ¿casa¿ do Pederneirense. O que se passou?
Beto - Entrámos bem no jogo. Tínhamos bem definido o que cada um deveria fazer, pois havia informações de como actuava a outra equipa. Mas acabámos por ter muito azar. Por exemplo, estávamos a pressionar muito bem, eles estavam desnorteados na defesa e faltou a luz, o que obrigou a uma paragem de 10 minutos. Não jogámos mal, mas não marcámos as várias oportunidades que tivemos e depois sofremos. Um 3-2 não é uma derrota estrondosa, porque eles sofrem muito golos, mas têm goleado quando jogam em ¿casa¿. Falhámos na finalização.
DC - O penúltimo lugar preocupa?
Beto - Para já não preocupa, pois estamos no início do campeonato. Esta situação não pode é arrastar-se mais, pois se chegarmos a meio do campeonato nesta posição é que, aí sim, começará a preocupar.
DC - O que se passa com a equipa para que não esteja num lugar mais tranquilo?
Beto - Como eu tinha dito no início da época, pela nossa equipa e sem conhecer as outras, poderíamos fazer um campeonato razoável e até lutar pelos quatro primeiros lugares. Mas esta série é muito complicada. Há equipas de Lisboa que jogam futsal de II divisão. As arbitragens, em certos jogos, também não têm estado bem e o prejuízo é contra nós. Sinceramente, temos equipa para fazer um campeonato tranquilo, mas os resultados não têm aparecido.
DC - Comparativamente à época passada, que análise faz a este plantel?
Beto - É um plantel mais coeso. Apareceram novos jogadores com valor. No ano passado, tínhamos muitos jogadores de início e no final éramos 12/13. Este ano não. As pessoas aparecem para trabalhar. Só por aí melhorámos.
DC - O sorteio da Taça de Portugal ditou a viagem ao Barreiro para defrontar o 1.º de Maio.
Beto - Talvez tenha sido um mau sorteio. Gostávamos de apanhar uma equipa mais fraca, pois para jogar com uma forte que fosse da 1.ª divisão e de preferência em ¿casa¿ para enchermos o pavilhão. Quanto ao 1.º de Maio, não conheço a equipa deles, mas pela classificação - primeiro classificado da Série D - acredito que não seja fácil.
DC - Qual é o seu percurso desportivo?
Beto - Estive cerca de 10 anos no futebol 11 da Académica. Um ano em que era júnior, cheguei a jogar futsal, era o Miguel Tente era o treinador dos juniores. Fui um ano para o Cernache, também futebol 11, mas aquilo acabou e fui dois anos para a Académica/Secção de Futebol. Aí surgiu a hipótese de ir para o futsal da Académica, a convite do Miguel Tente que na altura já treinava os seniores. Estive um ano na I divisão e outro na II divisão, antes de ir para o Cernache.
DC - Quais os motivos que o levaram a sair da Académica e ir para o Cernache?
Beto - Na altura, estava uma pessoa à frente do futsal da Académica que me mentiu. Mantivemo-nos na II divisão e falaram com os jogadores a dizer que nos iam convidar a continuar. A mim, pura e simplesmente, não convidaram. O treinador também saiu e fez um projecto muito viável para o Cernache. Como não nos sentíamos bem, ainda para mais sabendo as razões pelas quais ele saiu, resolvemos sair todos da Académica e abraçar o projecto do Cernache com o Miguel Tente.
DC - Como avalia todos estes anos de Cernache?
Beto - Foram muito positivos. Quando lá chegámos apenas conhecíamos o treinador, mas as pessoas de lá sempre nos acolheram espectacularmente bem. Apesar das dificuldades que eles têm, nunca nos faltou nada. Em certos aspectos, mesmo sendo um clube mais pequeno, tinha mais condições que a Académica..
DC - E a nível pessoal?
Beto - Evolui muito em Cernache, como jogador aprendi muito com uma pessoa que percebe muito de futsal, o Miguel Tente. Como pessoa também mudei. Sou um jogador com mais ¿cabeça¿, mais calma. Como sou capitão também tenho de ser o primeiro a acalmar os ânimos num jogo.
DC - Como é o ¿capitão¿ dentro e fora das quatro linhas?
Beto - Sou bom amigo, bom companheiro e gosto de brincar com os colegas. Julgo que ninguém tem nada a apontar-me. Numa equipa amadora julgo que isso acaba por ser o mais importante.
DC - Que projectos tem para um futuro próximo?
Beto - Há alguns anos que ando a dizer que é a minha última época. Sou uma pessoa que quando me comprometo tento ao máximo não falhar. Mas às vezes, pelo meu trabalho, não dá para ir treinar, nem jogar. Eu não gosto disso. Em relação ao futuro, vamos ver como acaba esta época. Não é como corre a nível de resultados, mas antes quero ver se é possível continuar. Não é nada com as pessoas de Cernache, antes sim por motivos profissionais.
DC - No ¿baú das recordações¿, qual é o jogo que lhe vem à memória?
Beto - Um grande jogo cá em Coimbra, pela Académica. Tinha estado dois meses parado a recuperar de uma operação e o primeiro jogo que faço é contra o Sporting. O Miguel Tente apostou em mim logo de início. Estivemos a perder 0-1 e depois virámos para 2-1, com golos do João Filipe e do Nuno Rolo. Começámos a acreditar que era possível ganhar à ¿grande potência¿ do futsal da altura, mas depois lesionei-me, o Nuno Rolo partiu o queixo a festejar o segundo golo e houve mais contrariedades que nos fizeram perder por 2-5. Apesar do resultado, fizemos um grande jogo.
DC - E golos?
Beto - Não sou de marcar muitos golos. Assim mais recentes e que me lembre melhor, no ano passado, contra o S. João marquei um golo num jogo em que eles estavam muito fechados e deu para abrir a defesa deles. Depois contra o Real da Conchada, marquei um do meio campo, um ¿bico¿ ao ângulo e de pé esquerdo. Sendo eu destro, julgo que foi um bom golo, mas infelizmente perdemos 3-4.

BI
Nome:
Alberto José Cabral Moreira
Data Nascimento: 26 de Outubro de 1976
Local: Coimbra
Percurso: Académica (fut.11), Cernache (fut.11), Académica/SF, Académica e Cernache (futsal).
:: RICARDO SANTOS 10:36 AM [+] ::
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:: Sábado, Novembro 20, 2004 ::
Ricardo Soles comanda equipa de sucesso
"ENTRAMOS EM TODOS OS JOGOS PARA GANHAR"

O desempenho da UD Tocha na Série B da III divisão nacional não passa indiferente aos adeptos do futsal conimbricense. Comanda pelo jovem Ricardo Soles, a formação da Tocha está na terceira posição, já passou a I eliminatória na Taça de Portugal e pode começar a tornar-se num "caso sério" nas lides pela promoção. Licenciado em Educação Física e treinador de nível 1, Ricardo Soles é ambicioso e traça o espírito da equipa à sua equipa: constante luta pela vitória.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Como avalia a campanha da UD Tocha?
Ricardo Soles (RS) - Está a ser uma campanha extremamente positiva. É uma equipa que vem da distrital, mas que já tinha passado um ano no nacional. Este ano, tentámos criar uma equipa com base na que já estava à qual se juntou mais um ou outro reforço. As condições de trabalho são óptimas e a direcção não tem faltado com nada. A manutenção é, para já, o nosso objectivo.
DC - Neste arranque de campeonato, quais os jogos que mais gostou e que menos gostou da sua equipa?
RS - Positivos foram quase todos. Exceptua-se o da Conchada, no qual sofremos alguma pressão. Os árbitros eram de Coimbra, sofremos dois golos logo de início e depois não conseguimos dar a volta. Em ¿casa¿ temos estado muito bem. Assumimos os jogos quase de início ao fim. Jogámos os últimos dois jogos fora e correram muito bem.
DC - O actual terceiro lugar na Série B da III divisão nacional surpreende-o?
RS - Para mim não é surpresa mediante o grupo de trabalho que tenho. Eles têm dado o máximo, entregam-se muito aos jogos. Ainda na última partida tivemos uma ¿estrelinha de campeão¿, mas também fizemos por ganhar. Há muitas equipas no campeonato que têm estofo de estarem há alguns anos nos nacionais, mas logo no primeiro treino da semana incentivamos a equipa a pensar unicamente no jogo seguinte e na vitória. Nós estamos a praticar um bom futsal e os golos surgem como fruto do trabalho que realizamos.
DC - Que análise faz à série onde está inserida a UD Tocha?
RS - É uma série competitiva. Pelos jogos que já fizemos e por aqueles jogos que eu já vi de outras equipas, penso que há equipas que estão a trabalhar muito bem, caso do Santiago. Há outras equipas que apenas jogam o que o adversário deixa jogar, parecendo mais um grupo de amigos. Mas acontece que os que vão ¿baixo¿ também estão a ganhar a quem está lá em cima.
DC - Na última jornada, frente ao Jaca, estavam a vencer por 0-5 ao intervalo, consentiram o 5-5 e acabaram por vencer 5-6. O que se passou?
RS - Fizemos uma primeira parte fabulosa. Os golos surgiram com naturalidade, pois em termos ofensivos concretizámos aquilo que temos trabalhado. Não houve dificuldades para o golo aparecer, enquanto noutros jogos apenas surge à segunda ou terceira oportunidade. Ao intervalo, tentei incentivar a equipa, pois aquilo não estava ganho. A minha equipa deixou marcar na primeira linha defensiva deles, recuou e aos 10 minutos já tínhamos cinco faltas. Depois do 5-5 voltámos a jogar como inicialmente tínhamos feito e chegámos ao 5-6.
DC - Estrearam-se a ganhar na condição de visitantes em Lordelo, no jogo da Taça de Portugal. Para a II eliminatória quer equipa da I Divisão ou algo mais acessível?
RS - Tanto uma hipótese como outra é boa. Se nos calhar uma equipa da I Divisão, que seja no nosso campo, para que haja ¿casa cheia¿. Se for uma equipa do nosso campeonato ou mesmo doutro patamar faremos tudo para seguir em frente na Taça de Portugal.
DC - Como perspectiva a partida com o Alcaria?
RS - Nós estamos muito motivados. Vimos de três vitórias consecutivas, as últimas duas fora e a equipa está bem. Temos o plantel a 100% e vamos encarar o jogo para ganhar. Sempre com a máxima humildade, com respeito pelo adversário, mas sempre com os olhos na vitória.
DC - Quando é que a subida será, de forma assumida, o objectivo da UD Tocha?
RS - Se tudo se mantiver em termos de jogadores e em termos directivos, dentro de dois anos, mas a subida este ano não está fora de hipótese. Vamos subir um degrau de cada vez. Certo é que entramos em todos os jogos para ganhar.
DC - Onde pretende chegar no futsal?
RS - No ano passado, tive convites para trabalhar com o André Teixeira no Miramar. Não deu para ir, não porque não gostasse do convite, mas antes porque teria de ir todos os dias para o Porto. Vendo que as minhas ideias e métodos estão a ser bem assimilados, quero chegar mais alto que a III divisão. Não digo ao mais alto nível, mas pelo menos quero ir até à II divisão. Se for pela UD Tocha melhor.

BI
Nome:
Ricardo Hugo Girão Soles
Data Nascimento: 25 de Janeiro de 1977
Local: Formoselha
Percurso: Instituto Pedro Hispano (desporto escolar), Alfarelense e UD Tocha.

Plantel aos olhos do treinador:
Aos jovem treinador da UD Tocha, o Diário Coimbra sugeriu a tarefa de definir todos os elementos que compões o grupo de trabalho por si comandado.

Guarda-redes:
Jorge - Experiência
Vieira - Trabalhador
Jaime - Futuro

Fixos:
Pipe - Juventude
Fontes - Pensador

Alas:
Joca - Certeza
Nini - Mais-valia
Martinho - Explosivo
Simão - Revelação
Marito - Dedicado
Cantante - Humilde

Pivot¿s:
Rogério Brito - Matador
Bacalhau - Empenhado
Bruno - Esperança

Universal:
Danone - Força

Técnico-adjunto:
Daniel Soles - Braço direito
:: RICARDO SANTOS 10:10 PM [+] ::
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:: Sexta-feira, Novembro 12, 2004 ::
Nuno Miguel leva 11 anos de U. Chelo
"JOGO COM AMOR À CAMISOLA"


A formação do União Chelo não teve um arranque de campeonato muito feliz, mas a tendência é para mudar. Após quatro desaires consecutivos, chegou a primeira vitória e logo no reduto do até então invicto Grijó. A formação da AF Coimbra aplicou um concludente 3-8. Nuno Miguel, capitão de equipa, escalpelizou o arranque de campeonato e atribui ao factor sorte os resultados até agora obtidos. Com 11 anos de União Chelo é um caso de grande dedicação ao clube e tudo pelas... amizades.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Quatro derrotas consecutivas e uma goleada em Santo António de Grijó. Como analisa este arranque de campeonato?
Nuno Miguel (NM) - Frente ao Grijó tivemos aquela ponta de sorte que não tivemos nos jogos anteriores. Os resultados têm sido equilibrados e depois quebramos. Por exemplo, na Tocha estivemos sempre a ganhar até ao 2-3 e depois eles viraram para 4-3. Estivemos sempre em cima deles, mas acabámos por falhar um livre de 10 metros perto do final. Agora sucedeu o mesmo, mas com a sorte do nosso lado. Muito equilíbrio, com 3-3 no marcador, e no meio da segunda parte, momento fulcral no futsal, distanciámo-nos em dois golos. Depois foi gerir e ampliar o marcador.

DC - Qual é o verdadeiro U. Chelo?
NM - De certeza absoluta, é o que ganhou no campo do Grijó.

DC - Que análise faz à Série B da III divisão comparativamente à temporada passada?
NM - Julgo que está mais forte. As séries que estão na zona norte parecem-me mais fortes que as do ano passado.

DC - Como está o plantel com a entrada de alguns jogadores?
NM - A equipa ainda está um pouco desequilibrada. Entrou muita gente nova, que se está a adaptar muito bem, mas que apenas tem 4 ou 5 jogos de futsal federado. São jovens, alguns vêm do futebol 11 e têm que entrar numa nova realidade. No entanto, a base do grupo mantém-se eu, o Miguel Manso, o Hugo, o Cláudio e o Miguel Soares.

DC - Mas os reforços têm dado nas vistas a marcar golos.
NM - Sim, têm marcado golos o que é muito bom, mas no futsal não é só marcar golos. É como digo, estão a adaptar-se bem ao grupo e aos métodos de trabalho.

DC - A meta da equipa está estabelecida: a manutenção. Porque não sonhar com algo mais?
NM - Sim, de facto queremos alcançar a manutenção o mais rápido possível. Não temos condições financeiras, nem condições de treino que nos permitam sonhar com algo mais. Quase todos trabalham e treinar duas vezes por semana, para alguns, já é complicado.

DC - As dimensões do piso no Pavilhão Municipal de Penacova são algo ambíguas, visto que formam quase um quadrado. Isso é favorável ou desfavorável às vossas pretensões?
NM - Até há dois três anos atrás era-nos muito favorável, visto que raramente perdíamos em "casa". Agora já não é assim. Jogamos em contra-ataque e qualquer equipa que se veja em vantagem contra nós basta defender muito bem na zona dos 10 metros, pois tapa os caminhos para a baliza e eliminam linhas de passe. Ganhando a bola em dois, três passos estão em zona de golo.

DC - É um campo que permite grandes espectáculos.
NM - Há lá grandes jogos, porque as dimensões favorecem isso. Muitas vezes já lá estivemos a perder por cinco/seis golos e conseguimos dar a volta. O resultado é sempre uma incógnita e chegamos a ganhar ou perder jogos nos segundos finais.

DC - Tem um percurso peculiar no desporto com muitos anos de U. Chelo.
NM - Estou à 11 anos no União Chelo e nunca joguei noutro clube. Comecei no futebol 11, andei alguns anos a jogar ao sábado e ao domingo entre futsal e futebol 11 e depois fixei-me de vez no futsal. Sou capitão de equipa há 9 anos.

DC - O que existe em Chelo para tanta dedicação?
NM - Os meus amigos estão lá, gosto muito do clube e jogo com amor à camisola. Tive alguns convites para jogar em Coimbra, na Académica, no Cernache, no Real da Conchada, mas os meus amigos estão em Chelo.

DC - O que o faria mudar de equipa?
NM - Agora não há nada que me faça trocar de equipa. Só se o Chelo acabar é que eu tenho de ir para outro lado. Tenho grandes amigos noutros clubes e sei que tenho as portas abertas, mas apenas na condição de o Chelo acabar. Como isso não está previsto...

DC - Até onde gostava de chegar no futsal?
NM - Sinceramente, apenas jogo com amor à camisola e tenho o mesmo empenho que tinha quando comecei com 17 anos, mas a minha ambição passa por ajudar o U. Chelo a manter-se nos nacionais.


Muitas histórias
11 anos de jogos e golos

Com tantos anos a envergar o "laranja e preto" do União Chelo, muitas são as experiências vividas pelo ¿capitão¿ Nuno Miguel. O Diário Coimbra fê-lo ir ao baú das recordações.

Recordo-me de um jogo que fizemos há quatro anos em Galveias. Estávamos a perder 6-3 a três minutos do fim e ganhámos 6-7. Foram quatro golos que viraram o resultado, que nos deram três pontos e que acabaram por ser determinantes para a manutenção. Depois há aqueles jogos marcantes que ficam sempre na memória com o Cernache, com o Real, com o Santa Clara, com a Académica, com a antiga Imprensa de Coimbra. Eram "derbies" excelentes. Quanto a golos, já marquei várias vezes cinco golos num jogo, mas nunca passei daí. Frente a equipas como Belazaima, Lameirinhas, entre outras equipas que nos têm acompanhado nos nacionais e que já fazemos dessas partidas "derbies" tantas as vezes que nos defrontamos.

BI
Nome:
Nuno Miguel Terreiros Barbosa Almeida Saraiva
Data Nascimento: 3 de Maio de 1976
Local: Sé Nova, Coimbra
:: RICARDO SANTOS 9:03 PM [+] ::
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:: Domingo, Outubro 31, 2004 ::
Paulo Alves é um dos pilares do Cernache e traça objectivo
"QUEREMOS GANHAR JOGO A JOGO"


Aos 38 anos tem sido uma das figuras de maior destaque no Cernache. Paulo Alves não tem segredos para a longevidade e ainda nem pensou em colocar um termo à carreira. Momentos marcantes são imensos. Em todos os clubes marcou golos em catadupa e no Cernache 2004/05 já leva seis golos em quatro jogos. Sendo opção habitual de Miguel Tente, não deita a toalha à sombra da amizade pelo técnico e trabalha com um objectivo: o sucesso colectivo. Um exemplo para todos os futsalistas.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - O Cernache 2003/04 foi considerado uma "desilusão". O que falhou?
Paulo Alves (PA) - O Cernache até começou bem o campeonato com seis vitórias consecutivas. Apareceu a derrota com o Conchada e a equipa foi abaixo animicamente. O objectivo que estava traçado de ganhar jogo a jogo, andar nos lugares da frente e, quiçá, até trepar, desvaneceu. A culpa também foi de nós jogadores que fomos abaixo e não conseguimos recuperar. Depois, todos os reforços que entraram nenhum acabou a época. Uns por motivos pessoais, outros por razões profissionais acabaram por sair. O plantel ainda teve percalços de lesões e castigos. Tudo junto...
DC - Que diferenças estabelece entre a Série B da época passada e esta Série C?
PA - São muitas as diferenças. No ano passado, a luta pela subida resumiu-se a duas equipas. Daí para baixo já se sabia mais ou menos quem descia e quem mantinha. Mesmo nos resultados não havia grandes surpresas. Esta época, dá para ver que as equipas são muito iguais e muito fortes, havendo sete ou oito candidatos. As equipas trabalham muito bem nos aspectos técnicos e tácticos. A qualidade desta Série C é muito superior.
DC - Para esta época a equipa apresenta vários reforços, mas na maioria jovens. Pontos positivos e negativos de tanta juventude?
PA - Para mim, o sangue novo trás ambição e desejo de triunfar. Por outro lado, também há a inexperiência. Porém, o plantel do Cernache tem jogadores com muita experiência que podem ajudar essa malta nova a colmatar eventuais falhas. O Alex, apesar de ser um jovem, é sem dúvida uma ¿mais valia¿, pois é um jogador de créditos firmados.
DC - Quais os objectivos que estão traçados?
PA - Queremos ganhar jogo a jogo e depois vamos até onde nos deixarem ir.
DC - E até onde pode ir este Cernache?
PA - Trabalhando bem, fazendo dos treinos um jogo, com muito empenhamento e concentração podemos andar a ¿morder os calcanhares¿ às equipas que estão lá em cima. Mesmo daquelas que têm orçamentos bem superiores ao nosso. Como dizia o Torres: "deixem-nos sonhar".
DC - Que análise se pode fazer até este momento?
PA - Temos quatro pontos em quatro jogos. Empatámos com Os Indomáveis, resultado que considero como uma derrota, visto que dominámos todo o jogo. Contra o Marinhais e contra o NS Tires fizemos excelentes partidas. Contra o Ereira Benfica fizemos o nosso pior jogo, esperando eu que seja o nosso único "dia não" esta temporada.
DC - Aos 38 anos mantém-se como uma das grandes figuras da equipa. Que segredo há para essa longevidade?
PA - Adoro jogar à bola. Quando deixar de jogar acho que morro [risos]. Faço de cada treino um jogo e isso dá para manter sempre a forma. Para além disso levo uma vida regrada, permitindo que tenha o "descanso" em dia. Nesta idade e com as elevadas cargas que levamos nos treinos, tenho mesmo de descansar bem para estar em forma em cada jogo. Se calhar mentalidade também ajuda. O meu amigo Gouveia diz-me muita vez, nos torneios em que entramos, que parece que tenho 20 anos [risos].
DC - Até quando quer jogar?
PA - Ainda nem pensei nisso. Lembro-me do César Minas e do Vitalino que jogaram até aos 40 anos naquela ¿equipa maravilha¿ que lutou pelo titulo nacional da 1.ª divisão. Agora eu, se continuar assim, acho que vou durar muito.
DC - Altos e baixos numa já longa carreira?
PA - Tive uma lesão grave quando estava no Condeixa, em que fiz uma rotura de três centímetros e meio no músculo. Curiosamente, depois da lesão fiz uma época espectacular, mesmo muito boa. A disputa do título nacional da 1.ª divisão pelo Real da Conchada foi, sem dúvida, o ponto alto.
DC - Que golo é que tem na memória?
PA - No ano em que fomos à Fase Final da I divisão, marquei um golo em Paredes que praticamente os afastou e nos colocou como a terceira equipa da Zona Norte na discussão do título. O golo foi de penalty, mas quem viu ainda fala disso. A falta foi sobre mim. Coloco a bola na marca de penalty e o guarda-redes começou a tentar desconcentrar-me chamando-me nomes. O árbitro, que era o internacional António Cardoso, apita e parto para rematar, o guarda-redes sai-se à maluca, e eu parei junto da bola. Quando ele recua, pico-lhe a bola que entrou no ângulo. Não é pela espectacularidade, mas pela situação. Acabámos por ganhar 1-2, com esse golo e com outro do André Borges.
DC - Mas têm sido muitos os golos marcados.
PA - Felizmente tenho marcado muitos golos ao longo da minha carreira. Na Académica fui o melhor marcador nos dois anos. No Real da Conchada também marquei muitos, por exemplo, nesse ano da Fase Final marquei quarenta e tal golos, mas o André Borges marcou mais. O Pedro Maria também nos "picava" e provocava essa disputa salutar. No Condeixa também fui feliz na finalização. No Cernache, o César é o nosso ¿goleador-mor¿, mas não tenho estado mal. Há dois anos marquei 28 e, no ano passado, apontei 22 golos.
DC - Entre tantos jogos há aqueles que são marcantes.
PA - O jogo do penalty em Paredes. Um no Eng.º Jorge Anjinho, pelo Conchada, em que ganhámos 3-6 à Académica. Em Cernache, há dois anos, empatámos 5-5 com o Bidoeirense e vencemos 10-5 o NS Leiria. Foram dois jogos espectaculares. No futebol 11, no Condeixa também há um em que ganhámos a Taça AFC, por 1-0, ao Lorvanense, que ficou na história. Há jogos que vão ficando guardados nos vários clubes pelos quais vamos jogando.

BI
Nome: Paulo Jorge Barata Alves
Data Nascimento: 20 de Outubro de 1966
Local: Sé Nova, Coimbra
Percurso: Lousanense, Cernache, Brasfemes, Condeixa e Poiares (fut. 11); Académica, Real Conchada, Condeixa, Real Conchada e Cernache (futsal).
Treinadores no futsal: Jorge Manuel Mendes ("Xuxa"), Carlos Alberto, Pedro Maria, Francisco Batista, Carlos Bem-Haja, César Minas e Miguel Tente.
:: RICARDO SANTOS 7:55 AM [+] ::
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:: Segunda-feira, Outubro 25, 2004 ::
Francisco Batista faz o balanço a ano e meio de Académica
"QUEREMOS CONSOLIDAR O MODELO DE JOGO E GANHAR MATURIDADE


Salvou a secção de futsal da Académica do abismo, incrementou um projecto ambicioso e devolveu a alegria aos adeptos dos "capas negras". O regresso à II divisão nacional foi o primeiro passo de sucesso. O desaire ante o Novasemente foi o primeiro de Francisco Batista na condição de técnico visitado. Tranquilidade é, no entanto, a palavra de ordem. A equipa B, a chamada de dois academistas à selecção nacional e a atribuição de níveis aos treinadores são outros temas em destaque.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Que análise faz ao arranque da Académica na Série A da II Divisão Nacional?
Francisco Batista (FB) - A Académica está numa nova realidade. Estamos numa 2.ª divisão onde os jogos são muito mais equilibrados. Pelo que tenho visto, não haverá campeonatos a dois como aconteceu no ano passado na III divisão, onde o terceiro classificado ficou a 27 pontos. Vai ser uma competição equilibrada e nota disso é o facto de há terceira jornada já todos terem perdido pontos.
DC - Qual a análise que fez às duas derrota da equipa frente ao Rio Ave e Novasemente?
FB - O jogo com o Rio Ave foi normal. Perdemos, mas podíamos ter ganho. Fizemos um jogo bastante razoável. Com o Novasemente correu mal, mas não estou muito preocupado. Numa equipa onde a média de idades é de vinte e poucos anos acontecem percalços. No ano passado, tivemo-los com o U. Chelo, Externato Benedita e Valadares e não foi por isso que deixámos de cumprir os nossos objectivos. Quando se ganha, ganham os jogadores. Quando se perde, a culpa é do treinador que assume inteiramente os resultados menos bons da Académica.
DC - Como está a equipa após o pesado desaire de 3-9 com o Novasemente?
FB - A equipa está bem. Naturalmente que uma derrota pesada deixou mossa, pois mal seria se não acontece-se e ninguém se preocupasse. Mas quem veio cá na 2.ª feira viu que a equipa já está recuperada e pronta para o próximo jogo.
DC - Durante a partida com o Novasemente, houve críticas ao desempenho dos jogadores e a algumas opções suas a partir de alguns ¿apoiantes¿ da equipa. Ouvidos de mercador ou há resposta para eles?
FB - As pessoas que estão fora têm direito à opinião. Os jogadores são seres humanos e podem falhar neste ou naquele jogo. Felizmente que na Académica já não há o hábito de falhar muita vez. Já o treinador sabe o que sabe e que tem sido reconhecido a nível nacional. Os academistas honestos sabem o que se tem feito dentro da Académica a todos os níveis. Estou aqui de alma e coração e quem me conhece sabe que não atiro a toalha ao chão. Como se costuma dizer ¿os cães ladram e a caravana passa¿.
DC - O próximo desafio é ante o Monte das Pedras. Que referências tem desta equipa?
FB - É uma equipa muito difícil, tem bom futsal e qualidade de jogo, esperando eu um desafio equilibrado e onde a Académica quer ganhar os três pontos. No ano passado, ganharam-nos para a Taça de Portugal 4-3, com três livres de 10 metros e nos últimos minutos. Tínhamos o jogo na mão, mas entrou uma terceira equipa em campo.
DC - Ao fim de três jornadas já dá para traçar um perfil da Série A?
FB - Vai ser uma série muito equilibrada com os lugares a definirem-se bem lá para a frente do campeonato. Há uma ou duas equipas menos capazes a nível de jogo, o que não significa que não tirem pontos. É uma prova nivelada por cima. Repare-se numa equipa que se assume como principal candidata ao título e neste momento tem quatro pontos.
DC - Desde o dia 8/3/2003 que a Académica não perdia na condição de equipa visitada, mas o Pavilhão Eng.º Jorge Anjinho mantém-se inviolável. Como mantê-lo semelhante a um "Fort Knox"?
FB - Aqui não há segredos. Há muito trabalho e qualidade dos jogadores. Treinamos aqui de 2.ª a 5.ª feira mais o dia do jogo, ou seja, passamos aqui muito tempo. Sabíamos que iríamos voltar a perder, não foi no Eng.º Jorge Anjinho, mas em "casa emprestada". Infelizmente não podemos jogar no nosso pavilhão, porque ultimamente tem sido algo complicado utilizá-lo. Isto não é uma queixa, mas uma constatação. Gostamos muito de jogar na nossa "casa" e fazer sentir essa influência nos resultados.
DC - Há formações que estão na II divisão nacional com orçamentos bem superiores ao da Académica. É uma grande desvantagem?
FB - Enorme. Estamos a falar de jogadores 100% amadores e que têm apoios para os treinos. Só para termo de comparação, a Académica tem seis mil contos de orçamento para todos os escalões de futsal, enquanto o Belenenses tem 40 mil só para os seniores. Na nossa série há equipas que apostaram fortíssimo como o Braga e que tem mais um ponto que nós.
DC - Dentro das quatro linhas, é possível subir de divisão já este ano?
FB - Quando viemos para aqui colocámos uma fasquia: colocar a Académica na I divisão em três anos. Ainda estamos no segundo ano. Queremos consolidar o modelo de jogo e ganhar maturidade. Se houver a possibilidade de subirmos, claro que vamos aproveitar. Uma coisa é certa, em cada fim de semana vamos lutar pelos três pontos. Jogamos sempre o jogo pelo jogo, num futsal ofensivo, sem nos refugiarmos nos seis metros, seja contra quem for.
DC - A nível distrital. A equipa B assemelha-se ao ano passado e está no topo da 1.ª divisão distrital. No final da época, a subida à Divisão Honra é ou não possível?
FB - A AF Coimbra é que o tem de dizer. O que existe é um compromisso entre a Académica e a direcção da Associação para a alteração dos estatutos que nos permitirá a subida, caso o mereçamos e trabalhemos para tal. Mostrámos no ano passado e já esta época voltamos a demonstrar que temos qualidade para estar na Divisão Honra.


Chamada de João Manuel e Luisinho em destaque
"Tiveram um comportamento exemplar"

Orlando Duarte, seleccionador nacional, chamou aos trabalhos da Selecção Universitária João Manuel e Luisinho. Que avaliação faz a isto?
FB - Não consta da história da Académica ter dois jogadores num Mundial Universitário e agora estiveram presentes o Luisinho e o João Manuel. Isto significa que trabalharam bem neste clube. Tiveram uma prestação excelente, segundo o que me foi revelado pelo Seleccionador Nacional. Os dirigentes da F.A.D.U. [ndr: Federação Académica de Desporto Universitário] disseram-me que os dois jogadores da Académica tiveram um comportamento exemplar enquanto homens, o que é muito importante, e enquanto jogadores. Isto deixa-me muito satisfeito. Já agradeci a ambos pelo que fizeram pela Académica e dei-lhes os parabéns pelo desempenho na Selecção Nacional Universitária.

Formação dos treinadores em Coimbra
"É má, é insuficiente e não há iniciativas para melhorar"


Muitas são as críticas à atribuição de níveis aos treinadores de futsal. Sendo formador da ANTF/FPF e o único treinador que tem o nível IV na região de Coimbra, que comentário faz a esta problemática?
FB - As pessoas devem demonstrar trabalho e as suas equipas devem ser o seu reflexo. A formação de treinadores de futsal no distrito de Coimbra é má, é insuficiente e não há iniciativas para melhorar a qualidade dos treinadores da região. O nível deve corresponder ao que as pessoas sabem, mas há excepções, pois há pessoas que fogem às formações por pensarem já saber tudo. Nunca fechámos as portas a ninguém que queira ver o trabalho que fazemos na Académica, organizámos umas Jornadas Técnicas com os melhores técnicos nacionais e um dos melhores de Espanha. Isso é, portanto, uma falsa questão. É uma exigência da Federação Portuguesa de Futebol a qualificação das pessoas.

BI:
Nome: Francisco António Ferro Cardoso Batista
Data de Nascimento: 8 de Março de 1961
Local: Lisboa
:: RICARDO SANTOS 6:18 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Outubro 14, 2004 ::
Ruben Alves esteve em destaque no "derby" e traça futuro do Real Conchada
"UMA EQUIPA CADA VEZ MAIS FORTE E COESA"


A profunda mudança no plantel do Real da Conchada tornou o jovem Ruben Alves numa das referências do clube. No passado sábado, o futsalista apontou três golos no "derby" ante a UD Tocha, ajudando a equipa a conquistar a primeira vitória. Consciente das dificuldades do nacional da III divisão coloca o colectivo à frente de objectivos pessoais e apenas pensa em alcançar a manutenção rapidamente. Muito talento nos pés deste jovem.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Um "hat-trick" no "derby". Qual a sensação?
Ruben Alves (RA) ¿ Qualquer jogador se sente bem a marcar três golos num jogo. Não é sempre que o consigo, por isso foi muito bom.

DC - Depois da goleada sofrida no terreno do Jaca e da vitória ante a UD Tocha no primeiro ¿derby¿, o que se pode esperar do Real da Conchada?

RA - Pode esperar-se uma equipa cada vez mais forte e coesa com o passar dos treinos e dos jogos. A maior parte do plantel veio do futebol 11, poucos continuaram, há que dar tempo.

DC - Que avaliação faz deste novo Real comparativamente ao ano passado?

RA - Este é diferente. É mais jovem, o que equivale dizer que tem menos experiência, mas não com menos vontade. Queremos fazer alguma coisa.

DC - Que diferenças traça entre César Minas e António Pais?
RA - Tudo o que sei aprendi com o Minas. Ele tem percurso no futsal, já o sr. Pais está pela primeira vez na modalidade e vem do futebol 11. A nível do trabalho físico, não há muitas diferenças, já no exercícios táctico cada um tem os seus métodos.

DC - Com a remodelação operada no plantel acaba por ser dos que mais tempo clube tem. Responsabilidades acrescidas dentro e fora das quatro linhas?
RA - Este ano ainda mais. Para além de jogar, pertenço à direcção e vou orientar as escolinhas do clube. Começaram a haver brincadeiras de balneário do género "és director vê aí do equipamento". Aos novos que entram tempo passar-lhes o que sei. Dentro do campo tenho outra responsabilidade que não tinha a época passada.

DC - Que meta tem traçada para a nova temporada?

RA - Tal como o clube, quero ajudar a alcançar a manutenção o mais rápido possível.

DC - E golos?

RA - Quantos mais melhor, mas não há nenhuma meta.

DC - Como se define como futsalista?

RA - Sou humilde, tento não falhar, estou para ajudar o amigo e trabalhar para a equipa.

DC - Chegou-se a equacionar a sua transferência no defeso, mas acabou por ficar. O que se passou?
RA - Tive convites da Académica e do S. João. Estive em Pé-de-Cão a treinar, mas aqui o clube contava comigo. O ambiente lá era um bocado diferente, estava habituado a isto, o clube também não estava muito bem e, então, resolvi ficar para ajudar.

BI
Nome: Ruben Emanuel Pimentel dos Santos Alves
Data Nascimento: 29 de Outubro de 1984
Local: Coimbra
Percurso: Pedrulhense, Esperança (fut11) e Real Conchada.
Número: 11
Ídolo: André Lima
:: RICARDO SANTOS 2:37 PM [+] ::
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:: Sexta-feira, Outubro 08, 2004 ::
Cláudio Sousa marcou cinco golos ante o Amarense
"GOSTAVA DE SER CAMPEÃO ESTE ANO"


Cláudio Sousa cumpre o último ano de júnior no Vilaverdense, mas já está integrado no plantel sénior sob as ordens de João Pelicano. A estreia na nova temporada não poderia ter sido mais feliz. O jovem futsalista marcou cinco dos sete golos do conjunto de Vila Verde, Figueira da Foz, no reduto do Amarense. Ao recordar o jogo do passado sábado, esboça um largo sorriso e um amplo brilho nos olhos. Sonha em jogar na 1.ª divisão nacional, mas para já quer ¿deixar a sua marca¿ na Série C da III divisão. A avaliar o arranque, uma época que promete...

Diário Coimbra (DC) - Como avalia a estreia no nacional da III divisão?
Cláudio Sousa (CS) - Foi muito boa. Não tem nada a haver com os juniores, nos seniores é muito mais competitivo.
DC - O último golo foi de livre de 10 metros e a dois segundos do fim quando estava 6-6. O que sentiu?
CS - Estava muito confiante. Quando o adversário fez falta levantei logo o braço e agarrei na bola para ser eu a marcar.
DC - Como foi a reacção dos colegas e do treinador aos cinco golos?
CS - Deram-me os parabéns e disseram-me para continuar.
DC - A partida com o Amarense foi algo complicada. A vencer por seis golos ao intervalo, a segunda metade não correu muito bem. O que se passou?
CS - Foi um bocado de cansaço, mas acima de tudo houve muita desconcentração.
DC - Depois dos cinco golos, qual é a marca que gostava de atingir?
CS - Queria passar dos 40 golos.
DC - Qual é o objectivo pessoal que traçou?
CS - Quero fazer o melhor possível, ou seja, jogar e marcar golos. Gostava de ser campeão este ano.
DC - Já tinha jogado no escalão sénior na época passada.
CS - Tinha feito apenas dois jogos, mas joguei muito pouco tempo. O primeiro foi ante o Académico de Viseu e ainda não tinha marcado qualquer golo. Estes foram os meus primeiros.
DC - Como é a sua relação com o treinador João Pelicano?
CS - É óptima. É um treinador muito bom e uma pessoa fantástica.
DC - Num balneário tão jovem, como é a relação entre os jogadores?
CS - Este ano a equipa é mais jovem do que no ano passado, mas o ambiente no balneário é muito bom. Como todos os anos acontece, este não é diferente. Há jogadores que vão para lá por causa do bom relacionamento entre todos.
DC - O que deseja enquanto jogador de futsal?
CS - Gostava de jogar na 1.ª divisão nacional, num clube grande.

BI
Nome: Cláudio Alexandre Monteiro de Sousa
Data Nascimento: 1 de Outubro de 1986
Local: Quintas, Meãs do Campo
Percurso: Meãs e Vilaverdense
Número: 9
Ídolo: André Lima
:: RICARDO SANTOS 6:17 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Setembro 30, 2004 ::
Trio conimbricense na equipa das quinas
UM ORGULHO REPRESENTAR A SELECÇÃO

João Manuel, Luisinho e Gonçalo Barão


A Selecção Nacional Universitária dá oportunidade a Coimbra de comprovar o epíteto de "Cidade dos Estudantes". João Manuel, Luisinho e Gonçalo Barão são conimbricenses, estudam na cidade do Mondego e estão nos planos de Orlando Duarte para o Campeonato do Mundo Universitário que decorrerá de 4 a 10 de Outubro, em Palma de Maiorca. A Académica está em comum na carreira dos três futsalistas. O guardião João Manuel fez toda a sua formação na turma escolar. Luisinho é o artilheiro dos estudantes, tendo apontado 118 golos na última temporada. Gonçalo Barão fez formação na Briosa, representando agora o Sp. Pombal.
Coimbra terá brilho intenso em Palma Maiorca.

Ricardo Santos

Quatro perguntas em comum:
1 - Como encarou a chamada à Selecção Nacional?
2 - Qual o balanço que faz da primeira semana de estágio?
3 - Garantida que está a ida a Palma de Maiorca, qual o seu desejo?
4 - Qual é a sensação de representar a Selecção Nacional?

Guardião academista está radiante
"Sempre foi um sonho representar a selecção nacional"

1- Para mim foi uma surpresa, ainda para mais depois da época difícil que tive no ano passado. Quando entrei na Liga Universitária já pensava neste momento e todo o trabalho e paciência que tive ao longo da temporada oficial foi agora recompensado.
2- Foi algo complicado, pois de quatro guarda-redes apenas dois iam a Palma Maiorca. Acreditei em mim, trabalhei bastante e tive a felicidade de tudo me ter corrido bem durante a semana.
3- Estar presente numa competição destas é muito bom, mas agora vou trabalhar para ser o eleito para jogar. Vai ser complicado, porque o meu colega é muito bom, porém vou dar tudo.
4- Sempre foi um sonho representar a selecção nacional. Conseguir isto aos 21 anos é motivo de grande orgulho.

BI
Nome: João Manuel Carvalho Simões
Data nascimento: 19 de Junho de 1983
Local: Coimbra
Clube: Académica
Curso: Educação Física
Escola: Escola Superior de Educação de Coimbra

Artilheiro da Académica quer ser opção
"Foi um prémio justo para a boa época que fiz"

1- Acho que foi um prémio justo para a boa época que fiz. Marquei muitos golos e isto foi o reconhecimento de todo o meu trabalho.
2- Serviu para conhecer pessoalmente os outros colegas, pois só conhecia o João e o Gonçalo. Trabalhámos muito a nível táctico. Correu-me bem.
3- Vai ser difícil jogar, pois há jogadores com mais experiência. Todavia, sempre que for chamado darei o meu melhor para que a selecção ganhe.
4- Estou muito contente. É mesmo um orgulho.

BI
Nome: Luís Gonçalo Silva Duarte Santos (Luisinho)
Data nascimento: 4 de Novembro de 1980
Local: Coimbra
Clube: Académica
Curso: Ciências da Informação
Escola: Instituto Superior Miguel Torga

Barão de Pombal está confiante
"Vamos entrar sempre para ganhar"

1- Há dois anos já tinha sido chamado e estava na expectativa de voltar a estar presente. Esteve para não ser possível em virtude dos compromissos com o clube, mas felizmente conseguiu-se conciliar.
2- Foi uma semana de conhecimento entre os jogadores. Houve uma tentativa de criar rotinas de jogo, visto que a grande maioria nunca tinha jogado junta. Foi uma semana, a meu ver, bem positiva.
3- O meu objectivo é jogar e contribuir para que a selecção alcance o objectivo de cada jogo, ou seja, ganhar. Embora não sejamos favoritos, vamos entrar sempre para ganhar.
4- É um orgulho como é óbvio.

BI

Nome: Gonçalo Correia Barão
Data nascimento: 7 de Fevereiro de 1980
Local: Coimbra
Clube: Sporting Pombal
Curso: Educação Física
Escola: Escola Superior de Educação de Coimbra
:: RICARDO SANTOS 7:41 PM [+] ::
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:: Quarta-feira, Agosto 18, 2004 ::
João Pelicano confiante mas só pensa na manutenção
"ASPIRAR A UMA II DIVISÃO NACIONAL NEM POR SONHOS"

O Vilaverdense tem em João Pelicano um dos principais fomentadores do futsal no clube. Contando no currículo com passagens por todas as divisões nacionais, o treinador do emblema de Vila Verde, Figueira da Foz, diz ter os "pés bem assentes no chão" e não vê a equipa de novo nestes patamares a breve prazo. João Pelicano dá particular relevância às camadas jovens, pois aí poderá residir o sucesso. Confiança é a palavra de ordem para enfrentar a Série C da III divisão nacional 2004/05.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Como está a ser preparada a nova temporada no Vilaverdense?
João Pelicano (JP) - Com normalidade. Estamos um pouco ansiosos, visto que o tempo de defeso é extremamente prolongado.
DC - Qual o seu ponto de vista relativamente ao aumento do número de séries na III divisão nacional?
JP - Penso que é benéfico, pois o futsal tem de dar um salto ainda maior. Com a entrada de mais jogadores e novos clubes, ou seja um alargamento, o estatuto que o futsal vai ter nos tempos vindouros será mais de acordo com a realidade. Recorde-se a polémica que foi de não atribuírem ao futsal o estatuto de utilidade pública. É das modalidades com maior evolução positiva e que ainda não estagnou.

DC - E a passagem da equipa para a Série C?
JP - Encaramos de forma positiva a mudança para uma nova série, uma outra realidade, um outro contacto com equipas, possivelmente, mais evoluídas em termos técnicos e tácticos que as do norte. Muito embora, a nossa participação na série norte me tenha surpreendido pela qualidade que algumas equipas apresentaram a nível de jogo. De qualquer das maneiras, correndo o risco de me enganar, as equipas do sul assemelham-se mais à forma de jogar do Vilaverdense.

"Quem não paga não tem jogadores que façam a diferença"

DC - Quais são, então, os objectivos a atingir?
JP - Esperamos fazer uma prova à altura dos nossos pergaminhos para alcançarmos a manutenção, pois não podemos aspirar a mais nada. Com os jogadores que vão entrar, principalmente os que vêm da formação, esperamos ser uma equipa muito mais equilibrada e consistente, tanto no aspecto técnico como táctico.

DC - A II divisão não vos passa pela cabeça?
JP - Nem um bocadinho. Temos de ter os pés bem assentes em terra bastante firme. O Vilaverdense tem uma carência enorme a nível de jogadores. Já temos saídas confirmadas e entradas que, vindo a confirmar-se, carecem de um período de avaliação e adaptação, pois são moços que vêm de uma realidade que não o futsal. Excepção claro aos ex-juniores. Esta modalidade teve uma expansão muito grande e não se integra qualquer jogador que venha do futebol 11 de um dia para o outro.

DC - Dispondo de excelente infra-estruturas, o que falta ao clube para querer e poder e mais além do que almejar a manutenção?
JP - Para irmos para a II divisão falta dinheiro. Quem não tem dinheiro não tem muita qualidade a nível de jogadores, quem não paga não tem jogadores que façam a diferença. Esse é o ponto principal que encontro em equipas como o Vilaverdense. Aspirar a uma II divisão nacional nem por sonhos.

DC - Na Taça Portugal 2003/04 foram eliminados pelo Coimbrões, mas ficou a sensação que poderia ter sido o Vilaverdense a passar. Para este ano, aspiram ir mais longe?
JP - Não. Na Taça de Portugal, quando jogamos contra equipas teoricamente superiores à do Vilaverdense, há sempre a parte anímica que trabalha de uma forma positiva. Os jogadores dão sempre mais do que aquilo que normalmente dão e nós também jogamos de uma forma diferente, para contrariar o favoritismo do adversário. Contra o Coimbrões defendemos a partir da terceira linha e daí disparávamos os nossos contra-ataques. A eliminação serviu, fundamentalmente, para os jogadores acreditarem que podiam fazer mais e melhor do que até aí estavam a fazer. Foi um trampolim para um final de época muito bom.

"A minha carreira, assim como começou, vai acabar no Vilaverdense"

DC - O Vilaverdense teve os juvenis e os juniores na Fase Final dos respectivos campeonatos. Aposta forte na formação?

JP - As apostas devem incidir na formação. Apesar dos seniores serem o veículo de transmissão do nome do Vilaverdense, a formação não deixa de ser cuidada. Posso dizer que o futsal do Vilaverdense começou a ser mais acutilante, mais agressivo, com outra criatividade após a subida dos juniores para os seniores. Na formação devemos esquecer muitas vezes os resultados, embora também sejam importantes, para transmitir aos jogadores as maneiras de estar no desporto. Queremos torná-los bons jogadores não só em termos técnico tácticos, mas também fazer deles seres sociais.

DC - A sua carreira de treinador está inteiramente ligada ao Vilaverdense. O que espera atingir no futsal?
JP - Quero cultivar-me mais, aprender mais, ser sempre um estudioso e um interessado nesta modalidade. Não tenho ambições de treinar ¿A¿ ou ¿B¿. A minha carreira, assim como começou, vai acabar no Vilaverdense, onde estarei até que me considerem útil.

DC - Como avalia a participação das formações da A.F. Coimbra nos nacionais de futsal nos últimos anos?
JP - A formação dos treinadores é muito importante. Com o adquirir de conhecimentos e o contacto entre treinadores tem-se evoluído em termos de metodologia e de conhecimentos. Daí resulta um evoluir lento, mas seguro, o que é muito bom. Este processo não vai parar e há cada vez mais jovens treinadores, sedentos de mostrar valor. O futsal ganha com isto e, consequentemente, as equipas. Não é possível, para já, irmos mais além a nível nacional. Antes, haverá uma aproximação de baixo para cima. A médio prazo, Coimbra terá a evolução desejada.

DC - As equipas do concelho da Figueira da Foz predominam na Divisão Honra. Que ilações retira disto?
JP - Há um grande interesse e um bom trabalho feito pelos clubes da região da Figueira em prol da modalidade. O Vilaverdense tem sido um embrião para o aparecimento destas equipas. Pode mesmo considerar-se um exemplo pelas suas participações nos nacionais. As equipas também estão a optar pelo futsal, pois o modelo distrital do futebol 11 está acabado e começa a ter custos incomportáveis. Há também a espectacularidade desta modalidade.

BI
Nome:
João Joaquim Ramos Pelicano
Data Nascimento: 2 de Julho de 1951
Local: Vila Verde
:: RICARDO SANTOS 1:58 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Agosto 09, 2004 ::
Começou na Académica e agora está no "ninhos da águia"
"A AMBIÇÃO DE UM CLUBE COMO O BENFICA É GANHAR SEMPRE"


Adil Amarante dispensa apresentações entre os amantes do futsal. Com um vasto currículo no Brasil, chegou a Portugal em Dezembro de 1998. Em terra lusa, o técnico brasileiro iniciou a sua caminhada na Académica. Seguiu-se uma curta passagem pelo LP Costa antes do projecto de sucesso no Instituto D. João V/Sporting Pombal. A sua mestria conduziu-o a um "grande", o S.L. Benfica. Ao Diário Coimbra, Adil Amarante fala do projecto que vai abraçar.


Do Adil para os amigos do Jornal Futsal


Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - A época do Sporting Pombal foi mais tranquila que a anterior. O sétimo lugar reflecte-o?
Adil Amarante (AA) - Se analisarmos apenas o pontos de vista desportivo foi mesmo melhor do que a anterior, em que ficámos no oitavo lugar. Porém, foi muito sofrida a nível de resultados. Este ano foi mais tranquilo, pois fechámos o grupo e atingimos os objectivos propostos.

DC - As saídas de Rogério Vilela, Ruizinho e Nino (que viria a regressar) impediram outras metas?
AA - Sim. Tivemos de mudar radicalmente o que pretendíamos, especialmente no sistema de jogo, em função dessas perdas. Por outro lado, investimos nos juniores, onde quatro deles fizeram bons minutos na I divisão. Nesse sentido até foi bom, porque os miúdos deram uma boa resposta

DC - Tó Coelho é o sucessor indicado?
AA - Com certeza. É o melhor que podia acontecer ao clube. É um excelente profissional com uma competência acima da média, é mesmo muito bom. Prova disso é o facto dos juvenis e os juniores estarem entre os quatro melhores do país nos últimos anos. Depois tem muita experiência de casa, são praticamente 11 anos de Instituto D. João V. Vai continuar o projecto, colocando obviamente o seu cunho pessoal que é muito interessante. Acredito que é a pessoa mais indicada. Espero que tenha muita sorte, pois ele merece.

DC - O seu valor como treinador colocou-o, numa votação recente, entre os melhores da I divisão. Está satisfeito por chegar a um "grande" e ter a hipótese de lutar por outros objectivos?
AA - Para mim não é importante treinar "A", "B" ou "C", o mais importante é desenvolver trabalhos dentro do futsal. Dedicar-me ao futsal. Agora tive a oportunidade de abraçar um projecto profissional, como já fazia no Brasil. Consequentemente, vamos ter 100% de tempo dedicado ao futsal e trabalharemos dentro do que eu imagino como profissionalismo. Terei oportunidade para desenvolver trabalhos e estudos dentro do futsal, trocando informações com outras pessoas, crescendo nesse sentido.

DC - A diferença existente entre os clubes acresce a responsabilidade.
AA - Com certeza. Quando se entra num projecto ganhador como é o do Benfica, a responsabilidade é maior. Por tudo o que o clube representa no país, por tudo aquilo que os adeptos exigem a nível de resultados e por tudo aquilo que o clube dá a nível de condições para o cumprir dos objectivos é natural que a responsabilidade seja maior. Por outro lado, em qualquer novo projecto que se enfrente a responsabilidade é sempre maior e, neste caso, a minha responsabilidade é sempre grande. Eu gosto de desenvolver bons trabalhos e fazer as coisas dentro de uma metodologia correcta, logo terei sempre de ser responsável.

DC - Quais os maiores desafios que vai encontrar?
AA - O maior desafio é a conquista de títulos, mas os títulos são a consequência do trabalho. Se tivermos todas as condições que analisei neste período com as adaptações à nossa forma de trabalhar, na estruturação da secção de futsal, o nosso trabalho flui. Fluindo a conquista de títulos fica mais fácil.

DC - O título é o objectivo.
AA - A ambição de um clube como o Benfica é ganhar sempre. Ainda mais depois de um passado recente com Campeonato, Taça Portugal, Supertaça e uma final europeia. Quando se aprende a gostar de coisas boas, ninguém quer deixá-las para trás. É uma ambição muito grande que tenho chegar a este nível e lutar por estes objectivos. Para chegar a uma competição europeia temos de ganhar o título.

DC - Sporting e Freixieiro também serão fortes candidatos.
AA - Nós sabemos das dificuldades que vamos enfrentar. Sporting e Freixieiro mexeram pouco na estrutura, mantendo um sistema de jogo e um padrão de trabalho há várias épocas. Assim, partem com uma certa vantagem. Agora, nós vamos receber jogadores novos, vamos mudar a filosofia de trabalho para eu inserir o meu "cunho" pessoal. Isso requer algum tempo de assimilação, o que poderá ser uma desvantagem. Por outro lado, os jogadores que chegam trazem sempre muita vontade de triunfar e os que ficaram da época passada quererem receber bem os novos colegas e assimilar rapidamente a nova metodologia de trabalho. Desta forma, o pessoal vai empenhar-se e trabalhar melhor para alcançar objectivos. Logo, o que é uma desvantagem também é uma vantagem e se conseguirmos encontrar um "meio-termo" vamos jogar de "igual para igual" com qualquer um.

DC - É bom para o campeonato português a implementação do "play-off"?
AA - Eu sempre defendi que este sistema de competição faz com que a equipa esteja sempre viva dentro da competição. É claro que alguns discordam por não ser a melhor forma de avaliar a verdade desportiva. Mas com este formato de competição obriga a que se trabalhe melhor em determinados momentos e, principalmente, nos jogos a eliminar. Na fase do ¿play-off¿ tem de se trabalhar apenas em função do próximo adversário, isso é que o torna interessante.

DC - Mas muitas já são as vozes críticas do "play-out".

AA - Eu também não concordo. Uma equipa que termina no nono lugar da fase regular arrisca-se a descer de divisão, o que não está correcto no meu ponto de vista. Deveria ser diferente.

DC - O Benfica vai apostar já no reforço do plantel ou esperará pela fase do "play-off"?

AA - Nós precisamos de trazer um jogador para a posição de pivot, pois temos essa carência com a saída do Lukaian. Vamos também investir nas camadas jovens. Vamos analisar depois as dificuldades da 1.ª fase e corrigir no "play-off". Temos de gerir bem os custos, pois este ano há europeu e mundial e vamos estar cerca de dois meses sem alguns jogadores ao serviço das suas selecções. Se o plantel vai ficar reduzido, não dá para o clube suportar todos os custos. Se tivermos jogadores estrangeiros que não forem convocados para as selecções, eles iam trabalhar dois meses a receber os seus ordenados e a competir apenas em torneios.

DC - Reforços confirmados estão Nélito e Estrela. Como os avalia?

AA - O Nélito tem muita experiência e já deu provas do seu real valor em todos os clubes que representou. O Estrela é um miúdo novo, pois apenas vai fazer a sua segunda época na 1.ª divisão. Tem muitas qualidades e muito potencial e este ano foi um dos responsáveis pela excelente época do SL Olivais.

DC - Em ano de Campeonato do Mundo, em Taiwan, Portugal pode assumir-se como candidato ao título?

AA - Isso vai depender da forma como os jogadores encararem a competição. Continuo a afirmar que o grande problema do jogador português é a forma como encara a competição e assume os seus objectivos. Se virmos sob o ponto de vista técnico-táctico, Portugal é das Selecções mais evoluídas. O título estará entre Brasil, Espanha, Itália, Portugal e Argentina e os outros correm por fora. Tudo vai depender da forma como os jogadores portugueses assumirem a responsabilidade deste tipo de competição. Se tiverem a mentalidade competitiva do Mundial da Guatemala podem lutar pelo campeonato.


Promoção da Académica
"Há ali uma 'sementinha' de Adil Amarante"


Adil Amarante iniciou o seu trajecto no futsal português na Académica. Como viveu a subida da Briosa à II divisão?
Foi uma alegria muito grande. Deixei amigos ali dentro e não só atletas. É um motivo de muita satisfação ver os amigos atingirem os objectivos que pretendem. Quer queiram quer não, há ali uma "sementinha" de Adil Amarante. Se analisarmos bem, há jogadores importantes dentro da equipa que começaram comigo. Quando estive na Académica montámos uma equipa toda nova, pois do ano anterior apenas transitou o Paulo Gregório que era o terceiro guarda-redes. Os jogadores foram captados em torneios mais os três juniores que subiram nesse ano, o Gonçalo, o André Matos e o Luisinho. É lógico que tem de se dar mérito ao trabalho do Batista e do Arlindo que é de grande qualidade. Espero é que agora atinjam a I divisão.

Solidariedade no futsal
DC - De que forma foi importante uma iniciativa como o torneio de solidariedade Acreditar no Futsal?

AA - Para mim foi uma alegria grande por voltar a estar em contacto com os meus amigos. Também há a realçar o objectivo do torneio. Foi muito bom participar nesta actividade com forro de solidariedade, pois é bom as pessoas saberem que podem contar umas com as outras. A ideia foi excelente. A competição disputou-se a um ritmo agradável e a confraternização neste tipo de evento é sempre importante. A divulgação do nome da Associação Acreditar foi boa para as pessoas poderem ajudar.
:: RICARDO SANTOS 7:39 AM [+] ::
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:: Sexta-feira, Julho 30, 2004 ::
João Monteiro apela à união dos associados para evitar o fim
FUTSAL DO REAL DA CONHCADA EM PERIGO

O Clube Real da Conchada vive os seus dias mais negros. Um dos "históricos" emblemas do futsal conimbricense está sem direcção e o presidente da Assembleia Geral, João Monteiro, teme pela continuidade na modalidade. Longe vão os tempos de glória do Real, que se sagrou Campeão Nacional da II divisão em 1995/96 e foi à Fase Final na I divisão nacional em 1996/97. João Monteiro apela à união dos sócios, para que se forme uma direcção.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Qual é o actual estado do Real da Conchada

João Monteiro (JM) - A nível desportivo, tudo leva a querer que o futsal vá acabar. A nível financeiro sempre tivemos dificuldades. Hoje em dia, já não se gasta "meia dúzia de tostões" na 3.ª divisão. Tivemos poucos subsídios, ainda assim a Câmara Municipal de Coimbra ajudou no transporte em deslocações mais longas. Temos de receber ainda o subsídio anual que a Câmara dá aos clubes, o das escolinhas que também ainda não veio e o de uma obra que fizemos. A nível directivo é que está tudo muito mau.
DC - Como é possível um "histórico" do futsal conimbricense chegar a este ponto?
JM - Tínhamos um rebanho de 20/30 ovelhas, isto é, evidentemente, uma forma de expressão. Dessas, apenas 3 ou 4 é que estabilizam o clube, as mais queridas, os que se saírem levam daqui o pessoal. Agora há sócios, que já foram presidentes, que levam quem quiserem daqui. Criticam quem cá está, mas na hora da dificuldade não vêm cá, não aparecem. Só não friso os nomes para não ferir susceptibilidades. São amigas do clube e não ajudam. Se não me fosse embora era das pessoas a ser "abatida" aqui dentro.
DC - Como assim?
JM - Tenho dias que venho do trabalho e chego à Conchada e um amigo diz-me que estão plateias na Flor da Conchada, que é a segunda sede do Real, a dizer que não arranjam direcção enquanto não saíres. Outros chegam à sede e mesmo à porta me dizem o mesmo.

"Eu gosto do clube, eu vivo o clube e sonho com o clube"

DC - Tem trabalho apresentado.

JM - Alguns dos sócios desconhecem que a sede era um barracão e quando entrei no clube há 12 anos, começámos com um projecto de melhoria das nossas infra-estruturas. A Segurança Social paga-nos e a obra passava por mandar o barracão abaixo. De repente, a Segurança Social diz que não dava para financiar a obra. Tínhamos um responsável e mais cinco funcionários na obra que, de imediato, pararam sob pena de não receberem o trabalho que estavam a fazer. Fui eu que cheguei aqui e disse para prosseguirem a obra que era eu quem lhes ia pagar. Emprestei muito dinheiro ao clube, mas fiquem todos a saber que o clube não me deve nada. Esses críticos é que não vêem isso. Eu era presidente do clube e fiz isso. Passaram por cá grandes presidentes, mas se uma parede estivesse a cair eles não lhe mexiam.
DC - Mas há mais obreiros no Real da Conchada?
JM - Muito se deve à Umbelina Simões, ao Daniel Pais e a um outro rapaz que não quer que o seu nome apareça, mas que também ajudou muito. Pediram dinheiro para ajudar o clube no polidesportivo. O piso não ficou muito bem feito e fui eu e outro moço que andámos a fazer ¿buracos¿ para que fosse possível escoar a água que ficava acumulada. Isso ninguém quer ver.
DC - O bar continua a chamar os sócios.

JM - Neste momento, alguns fazem disto uma taberna. Fiz uma Assembleia Geral e demonstrei o meu desagrado. Isto é uma colectividade, mas detesto aviar vinho ao balcão, pois torna isto uma taberna. Podem beber, mas ninguém fará disto uma taberna.

"No dia 16 de Agosto de 2004 dia marcaremos uma Assembleia Geral onde apelo à presença dos sócios"

DC - Está revoltado com a situação.

JM - Revoltado e muito triste. Eu não digo que gosto do clube e depois ando por trás a mandá-lo abaixo. Eu gosto do clube, eu vivo o clube e sonho com o clube. Andei 12 anos com o meu trabalho e muitas das vezes dias seguidos. No ano passado, fiz aqui o Agosto praticamente sozinho, pois alguns não respeitavam a escala. O que recebo? Críticas. E dou outro exemplo, em 2002/03 chegavam aqui fornecedores e não havia dinheiro para lhes pagar. Eu perguntava quanto era a dívida e ia a casa buscar cheques e pagava. Nenhum fornecedor pode dizer que o Real da Conchada lhe deve dinheiro. Não devemos dinheiro a ninguém. É o meu maior orgulho e o que me faz andar feliz é o facto do clube não dever dinheiro.
DC - Para que o futsal no Real da Conchada prossiga, o que é necessário?
JM - É preciso que os sócios apareçam. Onde estão os sócios e amigos do Real? Pelo menos um ano vou afastar-me do Real, mas se alguém quiser que eu colabore estarei disponível. Não há ninguém mais sério do que eu aqui dentro. Pode ser tanto, mas mais não é de certeza. É necessária uma lista completa, com Concelho Fiscal uma Assembleia Geral e pessoal para trabalhar. Os sócios e amigos do Real não podem aparecer só para criticar, podem muito bem formar uma comissão administrativa ou mesmo a direcção que já referi.
DC - O clube já está inscrito na III divisão nacional.
JM - Pediram-me para o inscrever antes de sair do clube. Já está, mas se eventualmente desistirmos teremos de pagar uma multa elevada. Não serei eu quem a pagará, então era óptimo que o futsal continuasse para evitar isso no Real.
DC - Qual é a data limite para a "salvação" do Real?
JM - No dia 16 de Agosto de 2004 dia marcaremos uma Assembleia Geral onde apelo à presença dos sócios, para resolvermos tudo. Nesse dia resolver-se-á o futuro do futsal. O responsável técnico, ao que tudo indica, será o Pedro Almeida e os interessados em representar o Real Conchada na III divisão nacional podem aparecer cá que serão bem vindos. Agora há que mobilizar a massa associtiva.
:: RICARDO SANTOS 11:12 AM [+] ::
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:: Sexta-feira, Julho 23, 2004 ::
Depois da época menos positiva do Cernache, Miguel Tente é concludente
"A PRÓXIMA ÉPOCA É A DO 'TIRA-TEIMAS'"



Pelo sexto ano consecutivo no comando do Cernache, Miguel Tente faz o balanço de uma época onde a equipa esteve aquém do esperado, mas traça um caminho ambicioso para a época que se aproxima. Trabalhar com a ambição do "céu ser o limite". A verdadeira história da saída da Académica e as suas ideias sobre os novos modelos implementados nos campeonatos nacionais de futsal

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Quais os motivos para a época do Cernache ter corrido abaixo do que era perspectivado?
Miguel Tente (MT) - Quem anda no futebol está preparado para tudo. Eu falo por mim, como treinador assumo as minhas responsabilidades. A nossa filosofia de jogo não resultou como no ano anterior. Privilegiámos o jogo de ataque, marcávamos em linhas defensivas altas, como as melhores equipas, e isso surpreendeu alguns adversários. As opções de reforço de plantel também não foram as melhores, pois alguns acabaram por sair devido a motivos familiares. Isto é a vida de um treinador amador. Estas condicionantes fazem uma boa ou uma má época. Se calhar não "explorámos" os jogadores ao máximos, deveríamos trabalhar mais em termos individuais. Deixámos de ser uma surpresa e as equipas começaram a complicar-nos. Quando defendíamos em primeira linha estávamos bem, mas quando, por força das circunstâncias, tínhamos de encostar na terceira linha tínhamos dificuldades e a defesa era permissiva.

DC - Retira pontos positivos?

MT - A época acaba por ser positiva, porque é nas derrotas que vemos coisas que as vitórias escondem. Quando ganhamos tudo está bem, mas se calhar não é bem assim. Há coisas que podem estar encobertas, pois nas vitórias não há críticas. Onde estiveram as nossas falhas? Porque é que a nossa filosofia de jogo não resultou? Estas são variantes que vamos tentar emendar.

DC - Pensaram em apostar na subida?

MT - Este clube nasceu do nada, mas a sua estrutura e a seriedade das pessoas tornaram-no respeitado a nível de futsal. Por essa ¿bandeira¿ e pelo que tem sido feito nos últimos anos, as pessoas têm que nos respeitar e nós somos os primeiros a respeitar o Cernache. Então, se entramos num campeonato onde alguém pode ser campeão nacional, nós queremos ser campeões nacionais. Se há uma Taça de Portugal que pode ser conquistada, nós vamos tentar conquistá-la. Olhando para esta prova podem dizer que este é um lunático a querer ganhar a Taça Portugal, mas também ninguém acreditava que o FC Porto ou a Grécia iriam ser campeões europeus. As variantes proporcionaram essas conquistas.

DC - Então para esta época voltam a acreditar.

MT - Os próprios jogadores têm de acreditar. Se vamos tirar tempo às nossas famílias, se vamos ter pessoas empenhadas como o presidente e os delegados, se há patrocinadores a apoiar-nos, só temos de olhar para cima e ver o céu. As coisas correram menos bem, mas os jogadores disseram presente e continuam. Há duas épocas ficámos em quarto lugar e não subimos por 3 pontos, agora não descemos por poucos pontos, embora tenhamos ficado em sétimo. A próxima época é a do "tira-teimas" e olhar para o céu como limite.

DC - O reforço do plantel será fundamental?

MT - Reforço aparece na acepção da palavra, algo que vem de novo. Mas o nosso reforço é a continuidade do plantel. Se temos uma estrutura, quem é novo vai ter de se adaptar e dar o seu melhor para ser "mais valia". Claro que se o treinador vai buscar jogadores novos, normalmente, quer colmatar lacunas na equipa. Nós vamos tentar fazer isso mesmo. Há um elemento que posso assegurar que é reforço, pois já trabalhei com ele e sei o que vale, que é o caso do Tiago Barroso. Nós apostamos na forma de estar da pessoa, na qualidade humana.

DC - Para a próxima temporada haverá alterações nos quadros competitivos dos nacionais com a existência de quatro séries na III divisão. Qual é o seu ponto de vista sobre essas alterações?
MT - Para mim é um "tiro no escuro". Eu sou um bocado céptico em relação à estrutura da III divisão. Não tem lógica descerem tantas equipas e o aumento no número de séries passa por "encobrir o sol com a peneira". Continuam a descer muitas equipas. Nós passámos por essa situação. Subimos da distrital à terceira e mesmo com uma equipa que tinha experiência de II divisão ao serviço da Académica, só na segunda volta disparámos e conseguimos subir à II divisão. A primeira volta foi de uma equipa de distrital a adaptar-se. A diferença de tempo de jogo foi uma aberração. Agora, as equipas sobem à 3.ª divisão e nem têm tempo para se adaptarem e já têm a "corda ao pescoço". Regressam à distrital e nem conseguiram adquirir experiências positivas. Ninguém ganha com isto, a não ser a Federação Portuguesa de Futebol.

DC - Mantém o mesmo olhar céptico em relação à implementação do "play-off" na 1.ª divisão?

MT - Não, se queremos ser como os melhores estamos a copiar o modelo deles, vamos ver se temos o mesmo sucesso.

DC - Como está o futsal em Coimbra?

MT - Tem dado um salto qualitativo. Só pelo facto de haver mais amantes da modalidade já é um sinal positivo, a aposta na formação é outro sinal mais do que positivo. Agora, há que formar e não deformar. Uma distrital forte favorece as equipas que estão no nacional. Nós não vamos buscar jogadores ao Porto, a Aveiro ou a Leiria, vamos ver o que há a nível distrital.

DC - Há encargos para os quais as equipas conimbricenses não estão preparadas.

MT - Se nós vamos trazer jogadores e não pagarmos o que prometermos a nossa credibilidade é zero, os responsáveis do Cernache e o seu presidente podem mostrar-se interessados em jogadores, mas não ultrapassam a linha que está previamente delineada. Não se empenha a credibilidade para ter um jogador. Sem ser um clube com a Câmara Municipal por trás, o Cernache é muito bom em termos humanos e tem boas condições, pois dá equipamentos aos atletas, paga-lhes as sapatilhas e dá prémios de jogos. Está longe de quem é "grande", mas está melhor de quem é "pequeno" e quer sobreviver.

DC - Como se deu a sua entrada no futsal?

MT - Esteve relacionado com o jornalismo. Eu estava no União Coimbra e como tinha de fazer jogos ao domingo para o jornal não podia estar dentro do relvado. Assim, fui para o futsal da Académica que jogava ao sábado, o meu dia de folga no jornal.

DC - Sexta época à frente do Cernache.

MT - O Cernache teve a felicidade de encontrar pessoas sérias. O projecto teve sucesso porque para isso contribuíram várias pessoas como o presidente eng.º Marques Lapa, os directores, os delegados, os sócios que sabem ver futsal e, principalmente, os jogadores. Para o sucesso muito contribuiu o Sr. Manuel Palrilha, que nestes 14 anos de futsal tem sido o meu "braço direito", o meu grande amigo Pedro Bastos e principalmente a minha esposa, que nos bons e maus momentos tem feito o papel de "pai e mãe" quando estou assente por força do futsal. A equipa estava preparada para atacar a subida à 1.ª divisão nacional, é natural que chegue à distrital e dispare. Quando chegámos à II divisão batemos no fundo, pois soubemos o que é ser um clube de uma grande cidade e um clube como o nosso. Ficámos numa Série B onde havia uma equipa do Algarve, uma de Castelo Branco, uma de Leiria e as restantes eram de Lisboa. De quinze em quinze dias lá íamos nós de malas aviadas para Lisboa. "Não mata mas mói". Na III divisão vamos ao "tira-teimas".

DC - Depois de ter sido jornalista, como vê o tratamento que é dado ao futsal na imprensa?
MT - A nível dos jornais nacional estava à espera que se tivesse evoluído mais, mas isso é uma imagem da FPF onde somos o parente pobre e há sempre algo que tem prioridade. Em termos de distrital, principalmente neste último ano, a dinamização foi completamente diferente. Houve um salto significativo. Um jogador amador gosta de sentir-se acarinhado e saber que alguém olha para ele. Se se prejudica o tempo familiar para fazer algo que se gosta, aparecer na imprensa acaba por ser um reconhecimento.

DC - Foi um dos treinadores presentes no torneio de solidariedade "Acreditar no futsal".
MT - Isso é outro campeonato. Andamos no desporto a pensar nas vitórias e nas derrotas e isto é tão pequeno quando comparado com os problemas com que as crianças de debatem num jogo diário entre a vida e a morte. Nós admiramos os craques, na altura do torneio havia o Euro 2004, mas essas crianças e todas as pessoas que passam por estas situações são os verdadeiros campeões. O desporto tem uma dimensão reduzida para a gravidade das coisas. Também acho que há muitas áreas da nossa sociedade que podem dar muito mais e têm mais capacidades para ajudar, mas acaba por ser sempre o desporto a "chutar a bola para a frente" e a dar o exemplo. No fundo o torneio reflectiu-se o que é o deporto: solidariedade, companheirismo, pensar em quem está ao nosso lado, jogo de equipa.

DC - Pela descrição, gostou de participar.
MT - Adorei. É sempre bom ver jogadores com os quais não estava à muito tempo. Foi uma tarde diferente. Emocionou-me a história do menino a quem o cancro proporcionou a entrada no jogo Inglaterra-Suiça de mãos dadas com o guarda-redes James e que disse que se não tivesse cancro não teria tido direito àquele momento. As pessoas deveriam conhecer histórias como esta.

A verdadeira história
"Alguns têm-me como persona non grata"

Antes de enfrentar o projecto do Cernache, Miguel Tente a carreira de treinador na Académica. A sua saída da turma escolar continua a gerar muitas histórias e os pontos de vista divergem. O que realmente se passou?
Já lá vão alguns anos e as pessoas nunca souberam os contornos da minha saída da Académica, daí alguns têm-me como personnna non grata. Deixei muita obra feita na Académica e tinha um projecto de três anos com a responsabilidade de colocar a Académica na 1.ª divisão. Tínhamos acabado o campeonato em 4.º com uma equipa muito jovem, quando se deu o acerto de equipas na 1.ª e 2.ª divisão, quando o 5.º classificado descia de divisão. Disse que a equipa tinha margem de manobra com mais dois ou três elementos para, dentro de três anos, ser candidata. Não admito é que as pessoas cheguem ao pé de mim com uma lista de reforços, lista de dispensas e uma pessoa que daí a três anos queria ser treinador da equipa principal. Eu não ando a "encher chouriços". Se eu assumo que em três anos coloco a equipa na 1.ª divisão, depois alguém iria fazer o trabalho por mim. A partir de então fiquei como persona non grata.

DC - Os jogadores foram fieis consigo.
MT - As pessoas pensaram que sai e levem todos comigo. Eu apenas levava os ¿dispensados¿. Por força das circunstâncias, os jogadores perceberam que havia alguma injustiça e seguiram os colegas para ir jogar na distrital, isso é sintomático. Isso já lá vai e não pretendo ferir susceptibilidades de ninguém.

BI:

Nome: Luís Miguel Tente Lopes
Data de Nascimento: 25/09/1966 (37 anos)
Local: Campo Grande, Lisboa
Títulos: Campeão nacional da II divisão (jogador AAC). Como treinador: bi-campeão de juvenis (AAC), bi-campeão de juniores (AAC), campeão distrital seniores e vencedor da Taça AFC (Cernache), 4 vezes vice-campeão da Liga dos Jovens Campeões, condecorado com o "Cinco d'Ouro" de Melhor Treinador (Académica) e subida à II divisão nacional (2.º na série B da III divisão).
:: RICARDO SANTOS 11:10 AM [+] ::
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:: Sábado, Julho 17, 2004 ::
Pela primeira vez na distrital César Minas já a pensar no retorno aos nacionais
"PLANTEL DO S. JOÃO É MESMO PARA O TOPO"


César Minas brilhou na última época ao colocar o Real da Conchada no pódio da Série B da III divisão. Após dois anos no comando do "histórico" Real, Minas embarca em nova aventura. O Centro Social S. João é a sua nova equipa e a Divisão Honra aguarda-o. Pela primeira vez a treinar na distrital da cidade do Mondego, o técnico conimbricense não faz por menos e quer mesmo atacar o título.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - A que se deveu a época tão positiva do Real Conchada na III divisão nacional.
César Minas (CM) - Tudo se deveu à continuidade da grande maioria do plantel, ao aumento da carga horária de treinos e ao talento dos jogadores. A este nível houve jogadores que fizeram a diferença.

DC - Quando disse "vamos até onde nos deixarem ir", pensava que o Real poderia lutar pela subida?
CM - Disse isso no final do jogo da Académica que não tinha corrido bem. O Real não tinha estrutura para ombrear pela subida de divisão com Académica e Fundão. Não digo em termos humanos, de atletas, mas do que anda atrás das equipas. Uma estrutura que permite uma retaguarda forte para atacar a subida. Não tínhamos isso.

"Estava lá há dois anos e alguma coisa tinha de mudar para bem do Real"

DC - Após um magnífico 3.º lugar na III divisão, a que se deveu a saída do Real Conchada?
CM - Acabou um ciclo. Estava lá há dois anos e alguma coisa tinha de mudar para bem do Real. Não há ninguém que goste mais do Real que eu e, quem me dera ver o Real a subir de divisão. No entanto, chega-se a uma altura em que se tem de deixar o que se gosta para trás e caminhar por outros lugares.

DC - Sai magoado?
CM - Não. Do Real só tenho coisas boas a dizer.

DC - Depois de ter envergado a camisola do Real Conchada na 1.ª divisão nacional, imagina este clube de novo ao mais alto nível?
CM - É muito difícil, não só para o Real, mas também para qualquer equipa de Coimbra. A 1.ª divisão requer outras coisas que não a vontade e o valor dos atletas. Há "retaguardas" que têm de ser muito pujantes, muito fortes para conseguir estar "lá em cima".

"O projecto passa por levar o S. João até à 2.ª divisão nacional"

DC - Como surgiu a proposta do Centro Social S. João?
CM - Perto do final campeonato, o S. João andava à procura de treinador e lembraram-se de mim. Apresentaram-me uma lista de jogadores que já tinham contactado e que estavam apalavrados, bastava eu dar o meu aval. O projecto é bom e eu acredito nele.

DC - O projecto passa por que objectivos?
CM - Passa por irmos uns "degraus acima". Se as condições de trabalho forem boas como espero e pelo que conheço dos directores, o projecto passa por levar o S. João até à 2.ª divisão nacional e ficar por lá.

"Julgo que a Divisão Honra não andará muito longe da competitividade da III divisão"

DC - Qual a meta que traçou para esta nova etapa?
CM - O objectivo passa, obviamente, pela subida de divisão. Mentiria se dissesse o contrário. A estrutura do plantel que está equacionado para o S. João é mesmo para o topo, para o primeiro lugar.

DC - Estreante na distrital. Que dificuldades pensa encontrar na Divisão Honra?
CM - Sinceramente não sei. É uma descoberta a que vou fazer. Julgo que a Divisão Honra não andará muito longe da competitividade da III divisão.

DC - No seu curriculum como treinador há uma passagem pela Académica. Como a avalia?
CM - Foi boa, principalmente para não voltar a cometer os mesmos erros que cometi nessa altura. Houve mais coisas boas do que más.

DC - Há algum "sonho" por concretizar no futsal?
CM - Os sonhos são difíceis de concretizar, mas ambiciono ir mais acima do que aquilo onde estou agora. Daí estar onde estou, pois por vezes é melhor dar um passo atrás e depois dar dois adiante.

A entrada no futsal
A "culpa" de Jorge Manuel Mendes

César Minas teve um longo trajecto no futebol 11, depois é que embarcou na aventura do futsal. Jorge Manuel Mendes, conhecido no mundo futebolístico por Xuxa, foi o responsável pela mudança.
"Estive nos juniores do Vigor com 15 anos, estive no Académico, na época de transição entre Académica e Académico. Estive lá dois anos e depois andei pela III divisão. Representei o Carapinheira, o Luso, a Ovarense, a Naval, o Sourense, o Pombal, o Mirandense entre outros. Entrei no futsal pela mão do meu amigo Jorge Manuel Mendes, mais conhecido por Xuxa. Apresentou-me uma proposta com uma série de jogadores que iriam para a Académica para fazer algo de bom no futsal. Eu estava a acabar a minha carreira no futebol 11 e fui com ele. Entrei na Académica e depois fui para o Real da Conchada, onde me sagrei campeão da II divisão nacional e fomos à Fase Final da 1.ª divisão logo no ano a seguir. Iniciei a carreira de treinador no Real, estive na Académica, voltei ao Conchada e agora vou para o S. João."

O título de 1995/96 perdurará na memória
"Tínhamos um plantel fabuloso"

Se como técnico César Minas não tem "jogos memoráveis", antes "bons e menos bons", já como jogador há um que perdurará, até na história do futsal conimbricense.
"Quando fomos campeões nacionais tínhamos de ir vencer a Odivelas para ganharmos o campeonato. Tínhamos um plantel fabuloso, então fomos lá e vencemos por 5-2. Marquei dois, o Nini dois e o Vasco outro."

BI:

Nome: César Augusto da Costa Minas
Data de Nascimento: 8/11/1960 (43 anos)
Local: Coimbra
:: RICARDO SANTOS 8:17 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Julho 08, 2004 ::
André Matos aponta objectivo da próxima época
"PODEMOS LUTAR PELA SUBIDA"


André Matos é um dos maiores talentos do futsal conimbricense. Formado nas camadas jovens da Académica, o "camisola 7" esteve dois anos ao mais alto nível, a defender as cores do Instituto D. João V. Após uma dispensa ainda por explicar, André Matos regressou ao clube do "coração" para brilhar e ajudar na subida à II divisão. Para a próxima época, o ala academista deseja repetir o sucesso.

Ricardo Santos

Diário Coimbra (DC) - Como encarou a sua dispensa no Sporting Pombal?
André Matos (AM) - Na altura custou-me um bocado. Felizmente tive o apoio dos familiares, dirigentes, treinadores e colegas da Académica e consegui superar tudo. Já faz parte do passado.

DC - Sendo dos elementos mais utilizados por Adil Amarante em 2002/03, causou surpresa a sua dispensa por parte da direcção. Alguma vez lhe apresentaram os motivos da saída?
AM - Nunca.

DC - Saiu magoado?

AM - Tive pena de não poder continuar lá a ajudar os meus colegas, no entanto a direcção é quem manda e eu, como empregado do clube, tive de aceitar.

DC - O regresso à Académica foi a primeira opção?

AM - Foi a opção do coração.

DC - Quais as maiores dificuldades que encontrou no regresso à Académica?

AM - A adaptação. Os colegas têm maneiras de ser diferentes, os métodos de trabalho são diferentes. Teve de haver uma adaptação a tudo.

"Confio plenamente nas capacidades da nossa equipa e com os reforços que vêm este ano ainda ficamos mais fortes"

DC - O facto de ir jogar para a III divisão não o fez ¿temer¿ pela sua evolução desportiva?
AM - Acreditei no projecto que me foi apresentado. Felizmente que tudo correu bem com a subida à II divisão.

DC - Qual a sensação de ter voltado ao ¿clube do coração¿ e ter contribuído na subida?

AM - Posso dizer que me aconteceu algo que nunca me havia sucedido, chorar compulsivamente no fim de um jogo. Foi assim em Setúbal.

"Ganhámos todos os jogos em 'casa', por conseguinte há que apoiar ainda mais a Académica"

DC - Com a experiência que adquiriu e sabendo a competitividade que há ao mais alto nível. Até onde pode ir esta Académica na II divisão?
AM - Confio plenamente nas capacidades da nossa equipa e com os reforços que vêm este ano ainda ficamos mais fortes. Se tudo nos começar a correr bem, podemos lutar pela subida.

DC - O projecto do futsal da Académica passa por atingir a I divisão. No seu ponto de vista, o que falta ao clube para que consiga atingir esse objectivo?

AM - Temos jogadores, temos treinadores, temos enfermeiro, apenas nos faltam apoios financeiros e uma maior mobilização de público. Ganhámos todos os jogos em "casa", por conseguinte há que apoiar ainda mais a Académica.

DC - Depois de duas temporadas na I divisão, como avalia o futsal que se pratica na III divisão?

AM - É diferente. É mais fechado e muito mais complicado de jogar futsal.

DC - Já se conhecem os vossos adversários para a próxima temporada. Tendo em conta a valia das equipas, quais são os "candidatos" à subida?

AM - As equipas que desceram são sempre as primeiras candidatas à subida, nomeadamente o Coimbrões e o Mocidade Arrábida. Depois há o Sporting Braga e o Rio Ave que, quanto a mim, são os que têm mais possibilidades.

DC - O que esperas da nova época?

AM - Que corra tão bem como esta.

Recordações de André Matos
Jogos e Golos

Depois de dois anos a ajudar a Académica a manter-se na II divisão, André Matos deu o ¿salto¿ para o primodivisionário Instituto D. João V. Em duas épocas, as recordações são muitas e marcaram a carreira do futsalista. Para já, um jogo e um golo, ambos entre muitos, estão na memória.
"O jogo que recordo pela grandiosidade foi na Luz, na época passada. O pavilhão estava a abarrotar, pois nesse dia havia Benfica-FC Porto. Foi uma coisa impressionante, fora do normal. Também ao serviço do Instituto D. João V marquei um golo que me vai ficar na memória. Frente ao Freixieiro em "casa". Quase do meio campo, o Dias passou-me a bola e mandei um ¿estoiro¿ mesmo ao ângulo. Foi o 3-3, mas depois o Joel Queirós acabou por dar a vitória, por 3-4, ao Freixieiro".

Adil Amarante no SL Benfica
"Merece ganhar muito no futsal"

O técnico brasileiro Adil Amarante treinou André Matos na Académica e no Inst. D. João V. Numa das transferências sensação do defeso Adil vai, agora, treinar o SL Benfica.
"Sinceramente, se o Benfica tiver a organização que todos dizem ser boa, é o clube ideal para ele. O Adil gosta de futsal, estuda futsal, percebe de futsal e merece ganhar muito no futsal".

Tomé Matos é reforço da Académica
"Sempre sonhei jogar com o meu irmão"

Um dos novos reforços da turma escolar é Tomé Matos, irmão do já firmado craque do futsal conimbricense.
"Para mim é o realizar de um sonho. Sempre desejei jogar na mesma equipa que o meu irmão. Ele tem qualidade para estar aqui".

Esteve no "Acreditar no Futsal"
"Foi um grande prazer"

Foram 10 os futsalistas eleitos para representar a selecção da blog futsal0304 no Torneio Solidariedade "Acreditar no Futsal", realizado no passado 26 de Junho.
"Foi um grande prazer. Gostei muito ter participado. Espero que tenha evidenciado a Associação Acreditar e despertado a atenção de todos para estas causas. Aproveito para dar os parabéns à organização que esteve muito bem".


BI:

Nome: André Daniel Henriques de Matos
Data de Nascimento: 29 de Dezembro de 1980
Local: Coimbra
Posição: Ala
Número: 7
Percurso: Académica, Instituto D. João V e Académica.
Treinadores: Nuno Ponce Leão, Adil Amarante e Francisco Batista
Palmarés: Campeonato distritais de juvenis, Taça AFC juvenis, Campeonato distrital de juniores, Taça AFC juniores (Académica), Final Four da Taça Portugal (Instituto D. João V), Subida à II divisão pela Académica.
Referência no futsal: Falcão (Brasil)
Sonho: Ser Campeão Nacional e Internacional.
:: RICARDO SANTOS 2:43 PM [+] ::
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